Análise breve ao Comércio externo português
As exportações portuguesas continuam a acelerar a um ritmo mais intenso do que as importações, sendo que entre Janeiro e Abril, as saídas de produtos cresceram 11,7% e as entradas aumentaram em 3,1%.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) revela que a taxa de cobertura das exportações pelas importações cresceu dos 63,5% entre Janeiro e Abril de 2006, para os 68,8%, o que representa uma melhoria de 5,3 pontos percentuais (p.p.), sendo que o défice da balança comercial nacional caiu 11,8% durante o referido período.
O INE refere ainda que «do lado das saídas, deve-se salientar os acréscimos de 20,6% das máquinas e outros bens de capital, de 19,0% no material de transporte e acessórios e de 13,9% dos fornecimentos industriais». Relativamente às exportações de combustíveis e lubrificantes registou-se uma quebra de 20,1%, tendo-se assistido, igualmente, a uma diminuição de 22,4% nas importações.
Os resultados acumulados do comércio intracomunitário revelam que, entre Janeiro a Abril, houve um crescimento de 9,4% nas expedições e de 4,9% nas chegadas.
No comércio extracomunitário, entre Janeiro e Maio, as exportações registaram um crescimento de 16,9%, enquanto que as importações diminuíram 0,9%.
O Instituto adianta que «os principais mercados de destino dos bens nacionais continuam a ser a Espanha, a Alemanha e a França, concentrando, no seu conjunto, 55% do valor total das saídas. Seguem-se o Reino Unido e os Estados Unidos, mas com pesos significativamente inferiores».
Recorde-se que a Espanha, a Alemanha e a França são os principais mercados fornecedores de Portugal, mas Espanha destaca-se, representando um terço do valor total da entrada de bens do exterior.
Na área das exportações verificou-se um «intenso crescimento das exportações para Angola, próximo dos 50%, que se traduziu numa subida de posição relativa, face ao período homólogo (de 9ª para a 7ª)», com um peso de 17%».
Os Estados Unidos, apesar da quebra verificada de 9%, permanecem como o principal parceiro, com um peso de 22% do valor total das exportações.
O Brasil permanece como o principal país extracomunitário fornecedor de bens a Portugal, apesar da diminuição verificada de 12%.
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