VII Cimeira da CPLP começa hoje em Lisboa - Língua Portuguesa e cidadania são prioridades
Os chefes de Estado e de governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa reunidos em Lisboa na VII Cimeira da CPLP aprovam hoje as linhas de acção para o biénio 2008-2010, que terá Portugal à frente dos destinos da organização.A promoção da Língua Portuguesa à escala global é o eixo da agenda de Portugal, que recebe a presidência da CPLP da Guiné-Bissau.
Língua Portuguesa é “activo fundamental”
Na abertura da Cimeira, o Presidente português Aníbal Cavaco Silva considerou que a Língua Portuguesa constitui, “num mundo crescentemente globalizado”, um “activo fundamental para a defesa e a afirmação internacional” dos países-membros da CPLP.
Prioridades
No início dos trabalhos, o primeiro-ministro português José Sócrates estabeleceu as prioridades da presidência: Língua Portuguesa, cidadania, concertação diplomática e reforço da cooperação.
O programa estrutura-se, segundo José Sócrates, em quatro prioridades: “A Língua, a cidadania, a concertação diplomática e o reforço da cooperação nas áreas da educação, da cultura e da energia”.
O programa estrutura-se, segundo José Sócrates, em quatro prioridades: “A Língua, a cidadania, a concertação diplomática e o reforço da cooperação nas áreas da educação, da cultura e da energia”.
No plano da cidadania, o chefe do Governo português colocou a ênfase na proposta de adopção da convenção do estatuto do cidadão lusófono. “A CPLP é, antes de mais, a comunidade dos povos e sociedades que aqui representamos”, sublinhou José Sócrates. “A cidadania tem por isso um lugar central na presidência portuguesa. Nela assenta a nossa pertença à comunidade. É por isso que vamos propor o reconhecimento de direitos de cidadania e a adopção da convenção relativa ao estatuto do cidadão lusófono”, indicou.
A Cimeira conta a presença dos presidentes de Portugal, Cavaco Silva, Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, Cabo Verde, Pedro Pires, Guiné-Bissau, João Bernardo “Nino” Vieira, São Tomé e Príncipe, Fradique de Menezes, e de Timor-Leste, José Ramos-Horta. A delegação angolana é encabeçada pelo primeiro-ministro Fernando Dias dos Santos Piedade “Nandó”. Já a delegação de Moçambique é liderada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Oldemiro Balói.
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