14.8.08

Academia de Ciências de Lisboa admite escritores e artistas africanos lusófonos

O pintor moçambicano Malangatana, os escritores Germano de Almeida, de Cabo Verde, e Pepetela, de Angola, e o economista Carlos Lopes, da Guiné-Bissau, deverão tomar posse como membros da Academia de Ciências de Lisboa em cerimónia a realizar em Setembro.

A admissão dos quatro intelectuais e artistas de países africanos lusófonos foi decidida pelos académicos portugueses durante sessão realizada no dia 24 de Julho.

Na mesma sessão plenária da Academia de Ciências de Lisboa, foram admitidos, também na qualidade de "Académico Correspondente Estrangeiro", o príncipe Aga Khan e a antropóloga e investigadora alemã Beatrix Heintze.

A Academia das Ciências de Lisboa foi fundada no reinado de Dona Maria I, em 24 de Dezembro de 1779 , em pleno Iluminismo. O seu primeiro presidente e grande mentor foi o Duque de Lafões e o primeiro secretário foi Domingos Vandelli, sendo procedido do Abade Correia da Serra.

A denominação inicial foi a de Academia Real das Sciencias de Lisboa, que se manteve até à implantação da República, em 1910, passando depois a designar-se por Academia das Ciências de Lisboa.

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