
A eleição de Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos "constituirá um contribuição determinante" para ultrapassar os desafios com que o mundo se confronta, disse o chefe de Estado português,
Aníbal Cavaco Silva, em carta enviada ao presidente norteamericano eleito.
"Estou certo de que a sua ação constituirá um contribuição determinante para a necessária coordenação de esforços a nível internacional a que obrigam os desafios com que o mundo se confronta", afirma Cavaco Silva."Só assim seremos capazes de ultrapassar os problemas que se nos colocam e de tirar partido das oportunidades que se nos oferecem", adiantou o presidente português.
Em seu nome e do povo português, Cavaco Silva endereçou "as mais calorosas felicitações, bem como os mais sinceros votos de sucesso no exercício das altas funções que foi chamado a desempenhar, de forma tão expressiva, pelo povo norte-americano".
Cavaco Silva afirmou estar "seguro de que, no decorrer do mandato" de Obama, os laços de amizade que unem Portugal e os Estados Unidos e a estreita cooperação que caracteriza a relação bilateral, nos mais diversos domínios, encontrarão novas oportunidades para se reforçarem e expandirem".
"Permita-me que frise, ainda, neste contexto, o papel da significativa comunidade de portugueses e luso-descendentes residentes nos Estados Unidos da América, um importante elo de ligação entre os nossos dois países", concluiu.

Antes, o ministro português dos Negócios Estrangeiros,
Luís Amado, já havia considerado que a vitória do candidato democrata Barack Obama nas eleições presidenciais norte-americanas favoreceria a resolução dos graves problemas que o mundo atravessa.
"Estaremos necessariamente preparados para trabalhar com qualquer administração" norte-americana, disse Luís Amado, em relação às diferenças entre os dois candidatos na perspectiva portuguesa e do resto do mundo.
"Mas não temos dúvida de que administração liderada pelo candidato Obama teria um impacto maior no desenvolvimento de muitas das situações com que nos confrontamos à escala internacional, pela forma como a campanha se desenrolou e pelas próprias expectativas que, entretanto, se foram criando em relação à sua eleição", disse o ministro.
"Acreditamos que uma nova administração, com uma nova legitimidade, novas ideias e uma nova perspectiva de cooperação com a comunidade internacional será, sem dúvida, um instrumento decisivo para um novo ciclo das relações internacionais", concluiu.