OTAN deve "recentrar-se no Atlântico" - defende ministro português dos Negócios Estrangeiros
O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, defendeu hoje que, na definição da sua nova estratégia, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) deve focar-se no Atlântico e destacou o papel que Portugal pode ter pelas “relações privilegiadas” que tem com África e Brasil.Na abertura de uma conferência no Instituto de Defesa Nacional, em Lisboa, sobre os 60 anos da Aliança Atlântica, disse que, com o “deslocamento” do eixo geopolítico e económico para a Ásia e para o Pacifico, a construção do novo conceito estratégico da Aliança - que se iniciará na próxima semana na cimeira de Estrasburgo e Kehl - deve “dar atenção ao Mediterrâneo e às relações no Atlântico Sul”.
O ministro disse ainda que o contacto que tem tido com os países asiáticos “ainda aumenta mais a percepção” desse “rápido deslocamento do eixo de gravidade da economia mundial para a Ásia e para o Pacífico”.
“O ciclo pós-soviético está encerrado, o deslocamento do eixo geopolítico para o Pacífico impõe a consolidação do eixo Atlântico a norte e a sul”, afirmou. A Otan tem de se “recentrar de novo no espaço geográfico do Atlântico” visto que é uma “aliança de base geográfica que tem por referência o Atlântico e é ai que deve centrar-se de forma a manter a sua própria razão de ser”, acrescentou.Nessa lógica, o chefe da diplomacia portuguesa frisou o papel que Portugal pode vir a ter pelas “relações privilegiadas que tem no continente africano, no Mediterrâneo e em particular com o Brasil, no desenvolvimento de um sistema de segurança” neste espaço.
Leia mais na Agência Lusa e no Expresso
Sem comentários:
Enviar um comentário