Portugal quer empresários emigrantes a investir nas suas comunidades de origem
Falando no início desta semana em Guimarães, na cerimónia de homologação do Gabinete de Apoio ao Emigrante, António Braga, secretário de Estado das Comunidades voltou a frisar que Portugal quer estimular os emigrantes empresários a investirem nas suas comunidades de origem.“Sem um apoio vindo de fora dificilmente as pequenas e médias empresas da região poderão internacionalizar-se”, considerou, garantindo que o Estado colocará ao dispor ferramentas como o Programa NetInveste, apoios ao capital de risco e às parcerias, isto para além do Estado, se comprometer, de acordo com o protocolo, a "por à disposição das partes todos os mecanismos existentes: diplomacia económica, AICEP, Turismo de Portugal…"
Revelando que “entre 125 mil empresas de emigrantes portugueses no estrangeiro, 25 mil são grandes empresas cotadas na bolsa”, António Braga frisou o potencial de estabelecimento de parcerias, sublinhando que “o GAE permitirá identificar estas situações e fomentar o intercâmbio entre estas empresas, proporcionando o conhecimento de novas oportunidades, já que temos todas estas informações a disponibilizar sobre estas empresas. O GAE defenderá, assim, os direitos e o investimento dos emigrantes ”O secretário de Estado referiu-se ainda à acção que o GAE pode ter ao nível da redução de casos de exploração de trabalhadores portugueses emigrados, nomeadamente através da prestação de informações sobre as condições de trabalho num determinado país e por outro lado, através da recolha de informações sobre a fiabilidade das empresas que os recrutam.
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