Presidente da Guiné Bissau assassinado esta madrugada
O presidente da Guiné-Bissau, "Nino" Vieira, não sobreviveu a um ataque perpetrado esta madrugada na residência onde morava. Horas antes, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, general Tagmé Na Waié morreu num atentado à bomba. Portugal pede a mobilização da comunidade internacional

Em declarações à RTP, o ministro português dos Negócios Estrangeiros Luís Amado, afirmou que “é fundamental que a comunidade internacional se mobilize. A Guiné-Bissau é um Estado muito fragilizado, com instituições muito vulneráveis e quando vemos simultaneamente serem decapitadas as Forças Armadas e a Presidência da República a nossa primeira preocupação é garantir que se reponha rapidamente a ordem constitucional”.
O Governo português garante que “tem estado a trabalhar no sentido de, em contacto com as autoridades regionais, com o país e também parceiros, criar condições para que rapidamente este vazio seja ultrapassado e a ordem constitucional seja retomada em Bissau”.
Estado-Maior-General das Forças Armadas garante obediência ao poder político
Num comunicado assinado pelo capitão de Mar Zamora Induta, o Estado Maior-General das Forças Armadas da Guiné-Bissau garantiu que vai obedecer ao poder político e às instituições da República e apelou à calma.
A instituição militar informa que “a situação está sob controlo” e “apela à população para se manter calma e serena e não abandonar as residências”.
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