Brasil/Energia Eólica - Investidores pedem programas de longo prazo
Empresários reunidos em Fortaleza, no estado brasileiro do Ceará, acreditam que o Brasil tem um grande futuro no sector das energias renováveis, "mas precisa de um plano de médio e longo prazo para oferecer segurança aos investidores"."Esse é um caminho sem volta, mas é necessário que o Governo apoie o desenvolvimento de uma indústria local, que possa conviver com o mercado internacional", disse o presidente do Conselho das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil.
Para Rómulo Alexandre Soares, o país poderá transformar-se num potencial exportador de tecnologia.
"Nesse sentido, empresas portuguesas como EDP e Martifer têm relevante valor agregado para a consolidação do mercado de renováveis, em especial de eólica e fotovoltaica", afirmou à margem do Power Future 2009 - Exposição Internacional e Seminários das Energias Alternativas e Renováveis, que decorre em Fortaleza.
Dados do Atlas Eólico Brasileiro indicam que potencial do sector chega a 143 000 MW, sendo que 7.694,05 MW já foram autorizados.
As empresas portuguesas Martifer, Ecoprogresso e Megajoule, que operam na área das energias renováveis no Brasil, esperam mudanças nas regras para impulsionar os investimentos do sector no país.“Se [o Brasil] liberalizar o mercado e desenvolver uma estratégia de leilões de médio e longo prazo ou de obrigatoriedades de um plano eólico, as empresas poderão fazer um programa de investimentos para criar capacidade industrial e produzir equipamentos no Brasil”, disse o vice-presidente do grupo Martifer, Jorge Martins.
No Brasil, onde pretende se posicionar no mercado de energias eólicas, a Ecoprogresso “está a investir no setor de captura de biogás, em parceria com a Brascarbon em 85 fazendas de suínos, com recursos do Luso Carbon Fund, fundo que reúne os bancos Banif, Espírito Santo Investment e a Fomentinvest.
Na avaliação do diretor da Megajoule, “o Brasil está no bom caminho e poderá ser um dos líderes mundiais no setor eólico, mas precisa de projetos de longo prazo, para dar confiança aos investidores”.
Miguel Vasconcelos Ferreira disse que o mercado português também passou por uma fase de incertezas, mas a partir de uma legislação clara “os investidores tiveram mais confiança e vieram as indústrias”.Especializada em serviços e consultoria na área de renováveis, a empresa antecipou os planos e está a instalar um escritório de negócios em Fortaleza, para “atender o mercado brasileiro e o da América Latina, o primeiro fora de Portugal.
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