Jornal "O Globo" publica Roteiro do Fado
O jornal brasileiro "O Globo" publica no suplemento Boa Viagem desta semana (link não disponível) um roteiro lisboeta do Fado com o qual assinala o desaparecimento, há 10 anos, de Amália Rodrigues, "responsável por dar à mais lusitana das canções, expressão internacional".Na data do falecimento de Amália - refere o jornal - o embaixador de Portugal na UNESCO, Manuel Maria Carrilho, anunciou que Portugal se prepara para apresentar no próximo ano a candidatura do Fado a património imaterial da Humanidade.
Além da efeméride, "a mais lusitana das canções - escreve o jornalista Bruno Agostini - vive um momento muito especial (...): nunca houve tantos turistas interessados no fado, nem tantas casas a ele dedicadas; e uma nova geração de músicos injecta oxigénio no ritmo, fazendo sucesso entre os jovens, como acontece aqui com o samba."
AS ORIGENS DO FADO
O crítico musical e historiador brasileiro José Ramos Tinhorão defende, em "História Social da Música Popula Brasileira" (Editora 34), que a designação "fado" teria nascido no Brasil, no século XVIII.
A tese, que é controversa, postula que o fado era então "uma dança parecida com o lundu e a umbigada. Daqui, teria transitado para o outro lado do Atlântico. "Lá como cá - defende o historiador - o fado era dançado pelas camadas mais pobres da população. E foi aos poucos, à medida que perdia a pecha de marginal, que o fado começou a conquistar as camadas mais ricas, ganhando riqueza harmónica e melódica. A dança então desaparece e fica só a música."
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