12.10.09

Resultados das eleições autárquicas em Portugal

Nas eleições autárquicas realizadas ontem em Portugal, o Partido Social Democrata, PSD, ganhou por nove câmaras, mas o Partido Socialista, PS, ganhou em número de votos.

Embora o PSD permaneça o partido com maior número de presidências de câmara - 140 - e, portanto, continue líder da Associação Nacional de Municípios Portugueses, o PS subiu em número de presidências de câmara de 110 para 131, mantendo Lisboa, e obteve a maior percentagem de votos, com 37,67 pontos, atingindo mais de dois milhões de sufrágios.
O PSD obteve 22,91 por cento dos votos nas candidaturas em que se apresentou sozinho às urnas e ainda mais 15,04 por cento nas coligações que fez com o CDS, contra 28,27 por cento dos votos sozinho e 10,28 por cento em coligações há quatro anos.
Em número de presidências, o PSD desce de 157 câmaras municipais para 140, mas mantém câmaras importantes como o Porto.

O PCP desceu de 32 câmaras há quatro anos para 28 agora, e de uma percentagem de 10,94 por cento dos votos para 9,77 por cento. Ao nível de câmaras, a derrota mais simbólica do PCP foi a perda de Beja, a que os comunistas presidiam desde as primeiras autárquicas da democracia, em 1976.

Já o CDS mantém o perfil de partido sem grande implantação autárquica. O facto de ter concorrido em coligação com o PSD em inúmeros concelhos dificulta leituras nacionais de votos do CDS. Mas nos locais em que concorre sozinho, o CDS tem 3,09 por cento contra 3,07 por cento há quatro anos — ou seja, praticamente o mesmo.

O Bloco de Esquerda manteve a sua única câmara, em Salvaterra de Magos, presidida por Ana Ribeiro. E não conseguiu eleger Luís Fazenda como vereador em Lisboa. Tendo obtido 3,02 por cento dos votos a nível nacional contra os 2,9 por cento dos votos.

Quanto a presidentes de câmara eleitos em listas de cidadãos sem partido foi a vez de Amares, Alandroal, Sines, Estremoz e do Redondo, no Alentejo, elegerem os seus representantes de movimentos de independentes.

A abstenção atingiu nestas eleições 41,7 por cento dos eleitores recenseados, ligeiramente acima dos números de 2005. Votaram ontem 5,528 milhões de eleitores.

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