6.11.09

Mandada construir por D.João V, Igreja da Sé de Belém do Pará foi inteiramente restaurada

Uma das mais belas e imponentes construções da cidade de Belém do Pará - a Igreja da Sé - abriu de novo as suas portas aos fiéis e público em geral, após trabalhos de restauração que se prolongaram por cinco anos.

A Catedral Metropolitana, considerada um dos patrimónios arquitectónicos mais importantes do
Estado do Pará, teve sua pedra fundamental lançada em 1748, embora a sua origem esteja, de facto, intimamente, ligada à própria fundação de Belém, em 1616, quando os portugueses construíram aquilo que seria, mais tarde, o Largo da Sé, actual praça Frei Caetano Brandão.

Com o crescimento da cidade e do número de religiosos na capital paraense, o rei de Portugal, dom João V, determinou, em 1723, a construção da Catedral, cuja primeira fase foi concluída em 1755.

Alguns anos mais tarde, com a chegada do arquiteto italiano António José Landi ao Pará, a obra ganhou alguns novos elementos, sobretudo na fachada e no interior, os quais reflectem claramente as influências luso-italianas do artista.

O templo foi considerado pronto em 1771. Ao longo do tempo, muitas outras intervenções foram feitas na construção, destacando-se a reforma de final do século XIX, momento que ficou conhecido como a Belle Époque paraense, por conta da riqueza gerada pela economia da borracha.

“A igreja é um monumento belíssimo que se destaca dentro do centro histórico e dentro do sítio onde está localizada, que é o antigo Largo da Sé. Além disso, também guarda toda uma simbologia religiosa, não só por representar um dos principais poderes do período colonial, que é a Igreja, mas também porque de lá sai a maior manifestação do catolicismo popular na América Latina, o Círio de Nazaré”, disse a directora de Património da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) do Pará, Lélia Fernandes.

Dedicada a Santa Maria de Belém, a Catedral é considerada um dos monumentos mais expressivos da arquitectura eclesiástica setecentista da região Norte do Brasil.

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