2.10.09

Portugal felicita o Brasil pela escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016

Portugal foi o primeiro país a felicitar o Brasil pela escolha, hoje, do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016.
Imediatamente após o anúncio da decisão, em Copenhague, o Presidente português enviou ao seu homólogo brasileiro, a seguinte mensagem:

"A Sua Excelência, o
Presidente da República Federativa do Brasil
Luís Inácio Lula da Silva
Palácio do Planalto
Brasília


Senhor Presidente e meu caro amigo,

No momento em que é conhecida a decisão do Comité Olímpico Internacional de confiar ao Rio de Janeiro a organização do Jogos Olímpicos de Verão, de 2016, uma candidatura que contou com o apoio firme e claramente expresso de Portugal, quero transmitir a Vossa Excelência e a todo o Povo Brasileiro, em meu nome e no do Povo Português, as mais calorosas felicitações.

Portugal partilha o justificado orgulho e regozijo do Povo irmão do Brasil, na convicção de que seria muito difícil encontrar uma candidatura que, para lá do mérito dos seus argumentos técnicos, melhor encarnasse o espírito que preside ao ideal olímpico.

Aníbal Cavaco Silva
Presidente da República Portuguesa "

Rio de Janeiro será a sede da Olimpíada de 2016

A cidade do Rio de Janeiro foi eleita hoje a sede dos Jogos Olímpicos de 2016 pelo Comité Olímpico Internacional.

É a primeira vez que uma cidade da América do Sul é escolhida para sediar uma Olimpíada.

A decisão foi anunciada pelo presidente do Comité Olímpico Internacional, Jacques Rogge, após a votação dos delegados daquele organismo internacional realizada na capital da Dinamarca, Copenhague.

O Rio de Janeiro vai acolher os Jogos Olímpicos dois anos depois de o Brasil receber a Copa do Mundo de futebol.

Portugal apoiou desde o início a candidatura do Brasil.

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Vicente Moura: “Portugal apoia o Rio de Janeiro”

"Apoiamos o Rio de Janeiro" (na canditatura a sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016) - disse Vicente Moura, presidente do Comité Olímpico de Portugal.
E acentuou: "Eu pessoalmente, o COP e a Associação dos Comités Olímpicos e Línguas Oficial Portuguesa. Se o Rio de Janeiro ganhar, o Brasil será o primeiro país de língua oficial portuguesa a organizar os Jogos. E não tão cedo se repetirá esta hipótese do Rio de Janeiro. Tenho a certeza absoluta da capacidade do Brasil para organizar uns Jogos excelentes, embora diferentes. Tal como Barcelona organizou os melhores Jogos que vi, também o Rio pode dar um toque próprio do Brasil e dar aos Jogos uma dimensão diferente."

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O Índio do Brasil na Literatura Portuguesa dos Séculos XVI, XVII e XVIII

Em "O Índio do Brasil na Literatura", Leonel Vicente cita as páginas que a seguir se transcrevem extraídas do livro “O Índio do Brasil na Literatura Portuguesa dos Séculos XVI, XVII e XVIII”, de Maria da Conceição Osório Dias Gonçalves, Separata BRASILIA, vol. XI, Coimbra, 1961:

"Olhando o conjunto dos textos que, no decurso dos séculos XVI, XVII e XVIII, se ocuparam do Índio do Brasil, vemos que este, longe de ser tratado de uma maneira uniforme, vai sendo integrado dentro do sistema ideológico de cada época e gradativamente enriquecido com novas facetas.

[...]

O conceito do Renascimento, transcendendo o campo cultural, virá, na verdade, a significar uma renovação total de vida, em vista a novos conceitos e realizações, que o século XVI, no entanto desconhece ainda.

E é precisamente nesta altura que surgirá, ou melhor, que se materializará (pois o conceito, em certa medida, já existia) um novo tipo de homem-ideal, que vivia segundo concepções diferentes, alheio a todos os problemas que na Europa se agitavam, numa vida simples e sem artifícios, mais próxima, para muitos, da natureza e da verdade e, para muitos também, melhor do que qualquer outra. Este homem-ideal, identificado com o Índio Americano, será, portanto, necessariamente contraposto aos Europeus e representará, em relação a estes, um modelo a atingir.

É assim fácil de conceber a curiosidade que todos sentiam em relação a esses novos povos e a ansiedade com que recebiam toda e qualquer narrativa das viagens efectuadas. O Índio seria ou não mais feliz do que os Europeus, na sua vida de selvagem?

Era o que importava acima de tudo descobrir. A resposta a esta pergunta e a resolução do problema variará, é claro, de acordo com as concepções de cada escritor.

Podemos, no entanto, determinar duas correntes essenciais: uma, descrever-nos-á o Índio como um homem bom e feliz, e os seus defeitos serão levados à conta de divergências inevitáveis entre um e outro povo; outra, mais objectiva, reconhecerá as suas qualidades, apontará os seus vícios e, dando embora mais relevo àquelas ou a estes, apresentar-nos-á, afinal, um homem com qualidades e defeitos como o europeu, a ele superior em alguns pontos, mas bem inferior noutros."

"O Eterno Retorno: O Mito de Dom Sebastião" - Mostra de Cinema em Salvador da Bahia

Em colaboração com o Instituto do Cinema e Audiovisual de Portugal e com o apoio do Instituto Camões, a Fundação Cultural do Estado da Bahia exibe, de 2 a 8 de Outubro, na Sala Walter da Silveira, em Salvador, uma mostra de filmes subordinada ao tema "O Eterno Retorno: O Mito de Dom Sebastião", que inclui as obras "Non, ou a vâ glória de mandar" e "O Quinto Império", de Manuel de Oliveira e "Quem és tu", de João Botelho.

O mito do sebastianismo, que agora é trazido ao público de Salvador, teve repercussões históricas no Brasil, tendo, segundo alguns pesquisadores, influenciado a conhecida Revolta de Canudos, chefiada por António Conselheiro, que decorreu na Bahia nos anos de 1896 e 1897.