7.2.11

Portugueses e brasileiros fabricam primeiros transístores de papel.

A cientista Elvira Fortunato foi distinguida, em 2008,  com o maior prémio da história científica de Portugal pela invenção do transistor de papel e do monitor de computador de vidro transparente.


Os primeiros transístores de papel do mundo vão começar a ser fabricados por um consórcio que envolve a Universidade Nova de Lisboa (UNL), a Universidade de São Paulo (USP) e a Suzano Papel e Celulose, a segunda maior produtora de celulose de eucalipto do Planeta.

A UNL participa neste projeto através do Centro de Investigação de Materiais (Cenimat) da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), dirigido por Elvira Fortunado, e a USP através do Instituto de Física de São Carlos.

O projeto pretende determinar as propriedades físico-químicas de 30 amostras de diferentes papéis da Suzano, bem como a suas correlações com as propriedades eletrónicas dos transístores produzidos, tendo como substrato filmes desses papéis.

Até agora a equipa do Cenimat tem usado o papel de escrita comum ou de fotocópia nas suas experiências com transístores e memórias de papel, que inventou em 2008.

Mais recentemente, os investigadores da FCT inventaram baterias em papel que podem ser usadas em telefones celulares, computadores, tablets, vídeo games, kits de diagnóstico e todo o tipo de dispositivos eletrónicos.

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