Festival "É tudo Verdade" exibirá dois filmes portugueses, em São Paulo e no Rio

Duas produções portuguesas integram a lista de filmes que começa a ser exibida hoje e vai até 10 de abril no Festival Internacional de Cinema Documentário “É tudo Verdade”, no Rio de Janeiro
A maior e mais tradicional mostra de documentários do país acontece simultaneamente em salas de São Paulo e do Rio de Janeiro e possui sete sessões distintas, além de duas categorias com prémios.
O trabalho “Angst” (2010), da cineasta portuguesa Graça Castanheira, será exibido na sessão internacional de “O Estado das Coisas”.
No filme, uma longa-metragem de 53 minutos, a realizadora investiga as razões pelas quais a espécie humana, que domina o planeta sem predadores, não foi capaz ainda de afirmar a sua superioridade com um desenvolvimento sustentável.
Já o trabalho de José Miguel Ribeiro foi um dos nove selecionados para competir na categoria de melhor curta, na divisão internacional. O trabalho de Ribeiro “Viagem a Cabo Verde” (2010), de 17 minutos, é uma crónica de viagem pelos caminhos daquele país africano.
O filme compete com trabalhos de nacionalidades diferentes, desde o polaco “Fora do Alcance”, até ao chinês “O Desejo da Aldeia Chang Hu”, passando por produções polacas, australianas e iranianas.
Nota-se um tom político na seleção deste ano, que conta, entre outros temas deste tipo, com três películas sobre o Irão, uma produção sobre Guantánamo e dois trabalhos que giram em torno de figuras políticas importantes, o norte-americano “Reagan”, e o brasileiro “Trancredo, a Travessia”.
Com a história de vida de Tancredo Neves, primeiro presidente civil após mais de 20 anos de regime militar, o veterano Silvio Tendler compete na categoria de melhor longa e média metragem brasileiras.
O certame preparou ainda uma homenagem à obra da russa Marina Goldovskaya, no ano em que a cineasta celebra 70 anos.A realizadora é conhecida por clássicos como “O Regime Solvki” (1987) e “A Casa da Rua Arbat” (1994).
Durante o festival, será apresentado ao público brasileiro “O Gosto Amargo da Liberdade”, o filme mais recente da realizadora , sobre a sua longa amizade com a jornalista russa Anna Polikovskaya, assassinada em Moscovo em 2006.
O festival foi inaugurado com a exibição ontem à noite, em São Paulo, de “The Black Power Mixtapes”, sobre o movimento ativista negro dos EUA da década de 1960. O Rio abre a temporada com “Mas o Cinema É Minha Amante”, em homenagem ao legado de Ingmar Bergman.
Fonte: Agência Lusa, link não disponível
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