4.7.11

Tecnológica portuguesa Truewind-Chiron aposta no Brasil

Está a dar os primeiros passos no mercado, mas o plano é expandir o negócio e crescer. A empresa resultante da fusão de duas tecnológicas, Truewind-Chiron, está a dar os primeiros passos no Brasil e os objectivos são ambiciosos.

João Ribeiro da Costa, "chairman" da empresa, tem como meta, "em três anos, ser maior no Brasil do que em Portugal". A Truewind-Chiron quer simplificar os negócios das empresas brasileiras, através de soluções tecnológicas e o potencial "é imenso", garantiu o mesmo responsável.

São mais de 10 anos que separam as duas empresas que estão na origem da Truewind-Chiron.

Em 1996, a Chiron apostou em desenvolvimento de "software" de sistemas complexos, designadamente para sector aeroespacial. Já a Truewind, em 2008, lançou-se no mercado para desenvolver software e executar contratos de suporte baseados em níveis de serviço.

Agora, em conjunto, após terem fundido o seu negócio de desenvolvimento, querem ajudar os clientes a reduzir custos e agilizar processos através da implementação de "software".

Quanto à estratégia internacional, João Ribeiro da Costa admitiu ter sido contactado para rumar em direcção a Angola e a Moçambique. "Mas há muito que estávamos voltados para o Brasil e face às nossas competências este é o melhor mercado", acrescentou.

E depois de analisar as cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, a Truewind-Chiron considerou que o Estado do Ceará era o local certo para investir. "Arrancámos em Fortaleza e Recife, onde identificámos quatro oportunidades concretas e temos o objectivo de fechar uma delas até ao Verão", contou o gestor.

Aliada à empresa Neoris, o objectivo é fazer projectos em várias tecnologias, nomeadamente Oracle. No entanto, para cumprir a meta de crescimento, João Ribeiro da Costa admitiu que a empresa não tem capital suficiente. "Se isto correr bem, claramente não é suficiente e temos que dar um passo em frente: abrir o capital ou nova fusão. E existem oportunidades".

Em 2011, a Truewind-Chiron prevê facturar 3,1 milhões de euros.

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