Empresas portuguesas firmam posições no mercado brasileiro

O Brasil já vale um pouco mais de 10% dos negócios da portuguesa Indasa, empresa com sede no distrito de Aveiro especializada na produção de abrasivos flexíveis. Globalmente, a companhia lusa alcançou em 2010 uma facturação de 43 milhões de euros, tendo 28 milhões resultado das filiais da Indasa fora de Portugal.
A Indasa dedica-se desde 1979 à produção de abrasivos flexíveis, especialmente para o segmento da repintura automóvel e também, embora em menor escala, para a indústria das madeiras, materiais compósitos, metais, cerâmica, curtumes e construção civil.
Nos negócios da empresa de Aveiro as filiais com maior peso foram, segundo a mais recente edição da revista da Aicep - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, os EUA e o Reino Unido, com cerca de 17,5% cada, seguindo-se o Brasil com um pouco mais de 10%.
A Indasa é destacada na edição de agosto da revista da Aicep como um dos casos de sucesso de internacionalização. O ponto de partida deu-se em 1988, com a criação da filial espanhola, seguindo-se o Reino Unido e a França, a Alemanha, o Brasil e, em 1999, a Polónia e o Estados Unidos. Para além dos mercados com estruturas próprias, a Indasa está presente com os seus produtos em 90 países e em todos os continentes.
Entre as empresas que também fazem do Brasil um importante mercado para a expansão dos seus negócios, a Aicep destaca igualmente a Sovena (dona dos azeites Andorinha), a Martifer (de construções metálicas e parques eólicos), a Promontório (empresa de arquitectura), a Casais (construção) e a Efacec (indústria eléctrica).
Nos primeiros cinco meses deste ano, segundo as estatísticas disponíveis, o investimento directo português no Brasil recuou 26,3% face a igual período do ano passado. Em contrapartida, as exportações de produtos portugueses para o mercado brasileiro apresentaram um crescimento de 41,3%.
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