Morre fundador do Pirata Bar, em Fortaleza

O português Júlio Trindade, fundador do Pirata Bar, um dos mais famosos de Fortaleza, faleceu na noite do passado sábado.
Júlio, natural de Lisboa, fundou o Pirata em 1986, com o filho Rodolphe Trindade e actualmente liderava um grupo que empregava 140 pessoas, incluindo não só o Pirata Bar, como o Pirata Brasil, a Fundação Pirata Marinheiros e o Mapa Boutique Pirata.
A fama do Pirata chegou longe, com o “The new York Times” a apelidar o Pirata como “segunda-feira mais louca do mundo”.
O jornal “Diário do Nordeste” escreve hoje que desde que a 5 de Janeiro de 1987 uma cliente quis celebrar o aniversário no bar, o Pirata “abre todas as segundas, consolidando uma tradição em Fortaleza”.O jornal “O Globo” avançava ontem que Júlio Trindade, nascido a 10 de Março de 1946, deixou um texto biográfico, no qual escreve que “passar a vida num lugar só porque nasceu ali é muito comodismo”.
Júlio Trindade, de acordo com o texto publicado pelo “G1”, deixa escrito por deixou Portugal rumo a Paris— “Sou da geração de 60, que viveu muito intensamente a quebra de paradigmas, período em que deixei Portugal (1964), pois não queria servir na guerra colonial na Angola.
“Foi propagando a música, o forró e a música brasileira para dançar a todos os cantos que o Pirata se tornou referência de Fortaleza”, escreve Júlio Trindade, que destaca ainda nesse texto biográfico a acção da Fundação Pirata Marinheiros, criada em 1991, sobre a qual diz: “apenas fiz o que foi preciso e estava ao meu alcance para melhorar a vida das pessoas dentro das suas necessidades”.
“Sei que muitos me amam e muitos outros me odeiam, mas todos me respeitam, não sei ser metade, sou sempre inteiro! Sou António Júlio Pirata d’Iracema, devoto de Santo António, filho de Ogum e brasileiro por amor”, conclui o texto publicado pelo “G1”.
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