Portuguesa Mota-Engil negoceia participação em empresa de construção brasileira

A companhia portuguesa Mota-Engil deverá concluir "no curto prazo" a aquisição de participação numa construtora brasileira, disse à agência Lusa Rafael Rossi, diretor-presidente responsável pelas operações do grupo português no Brasil.
"Estamos em fase de conclusão da aquisição de uma participação numa empresa média de construção, hoje vocacionada para obras rodoviárias", declarou.
Segundo o responsável, a Mota-Engil pretende expandir os negócios da construtora para obras mais complexas, utilizando a experiência da empresa portuguesa em seus mais de 60 anos de existência.
Rossi não divulgou mais pormenores sobre o negócio, ainda não finalizado, mas disse que, com a participação, a Mota-Engil espera ampliar sua atuação no Brasil, hoje concentrada nas concessões rodoviárias e na gestão de resíduos.
A Mota-Engil entrou no Brasil em 2009 e a eventual posição na construtora será a primeira investida que faz neste mercado no ramo principal, o da construção.
Com o novo negócio, a Mota-Engil procura oportunidades para investir em grandes obras públicas. A empresa está interessada na concessão das obras de modernização dos portos e aeroportos brasileiros, afirmou Rossi.
Nas últimas semanas, o governo brasileiro divulgou um projeto para modernizar os aeroportos do país, devido à realização do Mundial de Futebol de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.
O projeto prevê, inicialmente, a privatização dos aeroportos de Brasília, de Campinas e de Guarulhos, os dois últimos em São Paulo. Numa segunda etapa, a privatização deverá abranger os aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Belo Horizonte.
Atualmente, um dos principais negócios da Mota no Brasil é a participação no consórcio da concessão rodoviária Marechal Rondon-Leste, no Estado de São Paulo.
A empresa também participa da coleta de resíduos sólidos em mais de 15 municípios, além de operar três aterros sanitários e ter projetos para mais três.
Na América Latina, além do Brasil, a Mota tem negócios em Peru, México e, há seis meses, abriu um escritório na Colômbia.
Para este ano, a empresa prevê faturar 200 milhões de dólares nesses mercados, mais do que o tripo registado em 2010.
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