10.9.11

Cientistas portugueses colaboram na maior experiência em Física de partículas

Existe uma forte colaboração portuguesa nas experiências do CERN. (Foto: Marlene Moura)

Há exactamente três anos que este dia entrou para a história. Às 10h28, do dia 10 de Setembro de 2008, o primeiro feixe de protões foi enviado à volta do Grande Colisor de Hadrões (LHC). Para quem leu o romance policial de Dan Brown ou viu a obra, homónima, cinematográfica «Anjos e Demónios» poderá tirar várias conjecturas ligadas ao mundo da Física e sobre o que acontece na Organização Europeia para a Física de Partículas (CERN).

No entanto, o CERN, em Genebra, Suíça, não é um lugar fictício, saído do imaginário do escritor, mas é o local onde decorre a maior experiência na área da Física de partículas e que poderá responder às grandes questões sobre o nosso universo. Para tal, reúne alguns dos maiores investigadores a nível mundial; prova disso é o facto de ser uma estrutura por onde passa uma grande parte dos prémios Nobel da Física.

Alguns dos cérebros que colaboram nas experiências do grande acelerador de partículas, residentes e à distância, são portugueses.

Actualmente, existem mais de 140 físicos de Portugal a trabalhar directa ou indirectamente em projectos do CERN. O Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP) mantém estreita relação científica com esta organização internacional.

Espera-se, entre os físicos, que o Grande Colisor de Hadrões confirme ou negue a existência do Bóson de Higgs – a única partícula que falta no “modelo padrão” e que representa a chave para explicar a origem da massa das outras partículas elementares –, entre outras coisas. No entanto, se este não existir, o facto não será encarado como uma frustração; pelo contrário, “será muito interessante saber que faltam outras coisas no modelo e que há muito mais para descobrir”, salientou Sofia Andringa, investigadora do LIP.

Fundado em 1954,  o CERN é um centro europeu de pesquisas voltado ao estudo das partículas,  um dos grandes centros mundiais nesse campo. Inicialmente eram 12 os países participantes, hoje são 20.
As pesquisas estão voltadas em responder a uma velha questão: do que é composta a Matéria, e que forças a mantém unida ?

Os Laboratórios fornecem grandes equipamentos, que são verdadeiras obras primas da ciência, para facilitar as pesquisas. São compostos de aceleradores com os quais se aceleram pequeníssimas partículas  numa velocidade muito próxiam à da luz, e detectortes que tornam essas partículas "visíveis".

O CERN emprega mais de 3000 pessoas, proficionais de várias áreas, como engenheiros, técnicos, artesãos, administradores, secretárias, operários,...

O CERN possui um grupo de trabalho responsável em projetar e construir máquinas complexas e assegurar o seu perfeito funcionamento. Eles ajudam na realização dos complexos experimentos, na análise e interpretação dos dados e realizam uma variedade de tarefas que vão surgindo segundo as necessidades.

Por volta de 6500 cientistas, praticamente metade dos físicos que se dedicam ao estudo das partículas no mundo se dirigem ao CERN para suas pesquisas Eles representam 500 Universidades e mais de 80 nacionalidades.  

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