18.11.11

Portugal reforça cooperação internacional na Antárctica

Cientistas polares portugueses realizam, pela primeira vez, uma campanha de investigação na Antárctica com logística própria.

O projecto financiado em 100 mil euros pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) é organizado pelo Programa Polar Português (PROPOLAR).

“Até agora temos tido campanhas relativamente limitadas em que nos integrávamos completamente em programas antárcticos de países parceiros e, este ano, com o projecto PROPOLAR que vem apoiar esta rede de investigadores polares, é possível fretar um avião que vai abrir uma série de portas para o desenvolvimento da investigação portuguesa na Antárctica”, explica Gonçalo Vieira, coordenador do PROPOLAR-2011.

A campanha Antárctica 2011-12 será apoiada por um voo que se vai realizar dia 26 de Janeiro de 2012 entre Punta Arenas, no Chile, e uma ilha na Antárctica que se chama King George, e que transportará investigadores portugueses e estrangeiros. “O avião tem 50 lugares disponíveis, destes Portugal vai ocupar seis a sete lugares numa direcção, e noutra (de volta) de 10 a 12. Os restantes lugares vamos oferecer a outros países”, refere o também investigador do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa.
A investigação vai centrar-se na região da península antárctica, uma região mais a norte e mais quente, onde os cientistas vão trabalhar durante o Verão austral com temperaturas médias de um grau positivo e zero graus Célsius.

A logística oferecida pelo PROPOLAR permitiu “reforçar parcerias com países” com quem Portugal já colaborava e também “iniciar outras”, diz Gonçalo Vieira. Neste momento,“graças à campanha temos colaborações fortalecidas com a Argentina, o Brasil, a Bulgária, o Canadá, o Chile, a Espanha, os EUA, a Polónia, a República da Coreia e a Suíça”, enumera.

No mesmo sentido, João Sentieiro, presidente da FCT, sublinha que é importante que se enviem investigadores portugueses para a Antárctida porque “reforça as ligações internacionais” da comunidade científica. E acrescenta: “A Antárctida é um continente muito importante em que ocorrem um conjunto de fenómenos em que a compreensão profunda é muito importante à escala global”.

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