7.1.10

Tivoli prevê facturar cem milhões em 2010

Este ano, a rede portuguesa Tivoli Hotels & Resorts prevê uma facturação na ordem dos cem milhões de euros, anunciou o director-geral de operações, Alexandre Solleiro, em contro com a media.

Em 2009, os resultados já se aproximaram desse número, para o que contribuíram bastante as novas unidades em Portugal e no Brasil, disse aquele responsável.

O Brasil, onde o grupo opera o Tivoli Ecoresort Praia do Forte, na Bahia, e o Tivoli São Paulo – Mofarrej, contribuiu muito positivamente para os resultados.
A rede Tivoli, integrada no Grupo Espírito Santo, iniciou no final de Dezembro a comercialização do empreendimento Tivoli Ecoresidences Praia do Forte, na Bahia, e em apenas numa semana vendeu 14 das 42 casas disponíveis, revelou o director de operações.

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Somague concorre à construção de estádios de futebol no Brasil

Com o Mundial de Futebol e os Jogos Olímpicos à porta, o Brasil começa a preparar-se para receber estes dois grandes eventos desportivos. Já foram abertos os primeiros concursos para a construção de estádios de futebol e na corrida está já a Somague.
A empresa já formou um consórcio para apresentar a sua proposta para a construção do estádio Arena das Dunas na cidade de Natal (ver foto) no nordeste brasileiro. O consórcio da Somague é constituído pelas construtoras brasileiras Queiroz Galvão e Carioca Christiani-Nielsen e a proposta terá que ser apresentada até ao próximo dia 22 de Fevereiro.

Além da Somague, que construiu o Estádio da Luz, em Lisboa, também o grupo espanhol OHL deverá entrar na corrida à construção e exploração deste estádio no Natal.

Está também a decorrer o concurso para outro estádio, que vai ser construído de raiz em no Estado de Pernambuco, e as propostas têm que ser apresentadas até ao dia 5 de Fevereiro. As obras vão arrancar durante o mês de Março.

Para o Mundial de Futebol, que terá lugar em 2014, o Brasil deverá construir cinco novos estádios – entre eles o de Natal - e realizar obras em alguns dos já existentes. No total, são 12 os locais que vão receber jogos do mundial de futebol de 2014.

Durante este mês, o ministério das Cidades brasileiro vai lançar um pacote milionário de financiamento para melhorar as comunicações e transportes nas cidades que receberem jogos do mundial.

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Tomé de Souza nomeado Governador Geral do Brasil

A crescente fragilização da presença portuguesa no Brasil, após da descoberta do território, em 1500, exigia da Corte Portuguesa uma acção urgente. A 7 de Janeiro de 1549, D. João III nomeou, então, Tomé de Souza "Governador Geral do Brasil".

Apesar de alguns historiadores associarem a criação do Governo-Geral do Brasil ao descobrimento das minas Potosí, na América Espanhola, pois suponha-se que a América Portuguesa guardasse riquezas semelhantes e que era necessário explorar e proteger, a verdade é que, para Francisco Consentino, professor de História da Universidade Federal de Viçosa, no Brasil, e autor de uma tese Governadores-gerais do Estado do Brasil, esta versão não se confirma.

"Essa preocupação apenas ganhará forma no regimento de Francisco Giraldes, elaborado quase 30 anos depois, nos momentos iniciais da União Ibérica, e se tornou orientação recorrente nos regimentos elaborados no século XVII."

Para Consentino, a criação das capitanias hereditárias nas terras do Brasil, em 1534, teve três motivações: "A recompensa do mérito próprio ou herdado do súbdito beneficiado, a execução de estratégias oficiais de ordem política e económica, assim como a satisfação de obrigações de defesa, e a propagação da religião católica".
Para responder eficazmente a estas motivações, e tendo em conta a importância e dificuldades da empreitada, a nomeação dos governadores-gerais era feita de forma cuidadosa, após consultas e negociações na Corte e no Conselho do Rei.

Também com este intuito, o regimento que define as funções de Tomé de Souza, assinado pelo rei, previa que o governador pudesse intervir na Justiça, na Fazenda e na Milícia, tornando-se ele o seu representante. O governador estava autorizado a ceder o título de cavaleiro a quem o merecesse e a conceder outras dádivas a qualquer pessoa.
A actuação de Tomé de Souza teve como principal objectivo pôr em ordem aqueles que povoavam o território brasileiro.

Terminado o mandato, em 1553, o primeiro governador-geral regressou a Portugal, onde "foi agraciado com novas mercês remuneratórias do serviço que havia prestado como governador e foi nomeado para o Conselho do Rei. Não conseguiu um título de nobreza, mas tornou-se cavaleiro da Ordem de Cristo e comendador, o que lhe concedia posição social elevada", afirma Consentino.

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Agência Lusa quer reformular actuação no Brasil

A Agência Lusa decidiu suspender o site Lusa Brasil que mantinha no ar desde 2006.

A empresa brasileira PrimaPágina, de São Paulo, administrava, desde Março daquele ano, a versão brasileira do noticiário daquela que é maior agência de notícias em língua portuguesa.

Um redacção dedicada seleccionava as notícias que podiam interessar ao leitor brasileiro, e adaptava-as ao público do país, produzindo uma média de 25 textos por dia sobre assuntos como economia, política internacional, desporto e cultura.
É esse serviço que agora chega ao fim, aparentemente no âmbito de uma reformulação de métodos e elaboração de uma nova estratégia.

Neste momento, a Lusa mantém no Brasil dois correspondentes - um em Brasília e outro em São Paulo - que asseguram o serviço básico da Agência no país.

5.1.10

Petrobras negoceia com ENI compra de 33% da Galp - diz jornal português

A Petrobras está em conversações com a Eni para adquirir a fatia de 33,34% detida pelo grupo italiano na Galp Energia - noticiou hoje o jornal português "Diário Económico".

Segundo o "Brasil Econômico", pertencente ao Ongoing, o mesmo grupo do Diário Económico, o
negócio seria visto com bons olhos pelos governos português e brasileiro e as conversações teriam sido retomadas no final de 2009, depois de interrompidas abruptamente no início de 2006.

Além de aumentar os ganhos da Petrobras no pré-sal, com a entrada no capital da sua principal parceira estrangeira na Bacia de Santos, a aquisição abriria o mercado europeu de refinação, distribuição e energia eléctrica para a empresa brasileira.

A petrolífera italiana Eni disse, entretanto, que não faria comentários sobre alegadas negociações com a brasileira Petrobras para a venda da sua posição na portuguesa Galp. Fonte oficial da petrolífera italiana disse não comentar "especulações" dos media. Também a Petrobras recusou comentar a informação.


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Fundação reúne talento português à volta do mundo

O talento português no mundo está bem e recomenda-se. São 31 mil pessoas em 250 cidades e 134 países, entre os 25 e os 40 anos, reunidas online no The Star Tracker, uma rede social exclusiva e elitista.

São gestores, empreendedores, executivos e altos quadros de empresas, médicos, investigadores, cientistas. Todos ‘high achievers', todos talentosos, todos portugueses à conquista do mundo. E agora reunidos na nova Fundação Talento, apadrinhada pelo presidente da República, Cavaco Silva.

Foi por acreditar que Portugal é um grande produtor de talentos que Tiago Forjaz, fundador da Jason Associates, passou os últimos três meses numa tournée mundial, que o levou a visitar 15 cidades: Barcelona, Madrid, Paris, Aya, São Paulo, Rio de Janeiro, Bruxelas, Genebra, Nova Iorque, Boston, São Francisco, Joanesburgo, Luanda, Londres e Lisboa, o ponto de chegada.
As conclusões a que chegou serão apresentadas hoje à noite em Lisboas, num evento que contará com a presença de 200 pessoas.

Tiago Forjaz explica que "o objectivo desta viagem foi recolher e incluir as melhores ideias, sugestões e talentos lusos", para criar uma "instituição de interesse público nacional", a Fundação Talento.


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Chuvas no Estado de São Paulo destroem importante património histórico de origem portuguesa

Escombros da igreja matriz, destruída pela chuva em São Luiz do Paraitinga
As chuvas, seguidas de cheias, que atingiram, nos últimos dias, a cidade de São Luiz do Paraitinga, no Estado de São Paulo, destruiram ou danificaram seriamente numerosos edifícios históricos classificados como património nacional, entre eles alguns de origem portuguesa.

Foram atingidos pelo menos 80 dos 100 edifícios classificados pelo CONDEPHAAT - Conselho de Defesa do Património Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico - órgão do Governo do Estado de São Paulo.

Desse total, 10 prédios foram destruídos, encontrando-se, entre estes, dois de particular valia – a Igreja Matriz, uma construção do século XIX, com paredes do século XVI, e a Capela das Mercês, que datava de finais século XVII. Esta última era construída em taipa, conservando as caracteristicas da época, sinos originais e escudos com as armas de Portugal, que decoravam o tecto principal e o altar.

As imagens da derrocada da Igreja Matriz causaram forte impacto nos meios religiosos, politicos e culturais, bem como da população em geral. O Governador de São Paulo, José Serra, já anunciou a intenção de reconstruir a cidade, incluindo o património histórico.

Fundada em 1796 pelo Morgado de Mateus, Capitão-General D. Luis António de Souza Botelho Mourão, São Luiz do Paraitinga (“águas claras” em tupi-guarani) foi elevada a sede de concelho em 1773, cidade em 1857, Cidade Imperial em 1873 e Estância Turística em 2002 e contém a maior concentração de edificios históricos do Estado de São Paulo.

4.1.10

"Temos de valorizar cada vez mais a relação com o Brasil" - diz ministro português dos Negócios Estrangeiros

Luís Amado (à direita), ministro português dos Negócios Estrangeiros, com Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores do Brasil, aquando de uma visita a Brasília
"Temos de encarar a relação com o Brasil como uma relação absolutamente estruturante do nosso futuro" - disse o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, em entrevista concedida no passado fim de semana na qual faz um balanço e traça perspectivas da política externa portuguesa.
O ministro entende que se encerrou um ciclo da integração europeia e que se abre outro em que a nova realidade internacional obriga o país a olhar para fora. Para o Brasil, para Angola, para os Estados Unidos - um novo "triangulo virtuoso" por onde tem de passar o futuro económico e político de Portugal.

"Podemos valorizar significativamente a nossa posição no contexto europeu se formos capazes de dar expressão e densidade à relação privilegiada que temos com o Brasil e a América Latina, com a África de expressão portuguesa e as regiões em que se insere, designadamente a África Austral e Ocidental. Mas temos também de fazer um esforço grande para desenvolver as nossas relações com o continente asiático. Estão aí dois terços da população mundial, o centro de gravidade da economia mundial e, apesar dos laços históricos que nos ligam à região, temos relações muito frágeis." - afirmou.

Quando questionado sobre se na prática tem havido força para Portugal tirar partido destas relações, o ministro dos Negócios Estrangeiros indicou que tem havido "exemplos de grande capacidade de muitas empresas portuguesas para entenderem estrategicamente esta oportunidade".

Sublinhando o "extraordinário ritmo de crescimento dos investimentos portugueses em Angola, no Brasil e mesmo nos Estados Unidos por parte de algumas empresas portuguesas", Luís Amado nota que "as elites empresariais já perceberam que há aqui uma oportunidade, que é de extraordinária importância para o nosso país".
Leia a entrevista no Público

TAP transporta mais em 2009 - segundo melhor ano de sempre

As contas ainda não estão fechadas, mas tudo indica que a companhia aérea portuguesa TAP conseguiu, em 2009, o segundo melhor ano de sempre em termos de passageiros transportados.

No total, voaram nos aviões da transportadora aérea nacional, e até 27 de Dezembro, 8.350.000 pessoas.

Um valor que representa uma quebra de 3,5% face a 2008, mas que, no entanto, “consolida o facto de, em termos de tráfego, se tratar do segundo melhor ano de sempre”, disse o porta-voz da TAP.

Embaixador Seixas da Costa lança "Apontamentos" em Lisboa

O embaixador Francisco Seixas da Costa, que lidera actualmente a diplomacia portuguesa em Paris, depois de ter estado à frente da Embaixada de Portugal em Brasília, apresenta hoje em Lisboa o livro "Apontamentos", reunindo uma série de textos escritos entre 2005 e 2009, alguns deles destinados originalmente a públicos do Brasil.

Destacando a "presença dominante" da questão europeia, Seixas da Costa refere na introdução do livro que foi levado a "enveredar por um questionamento do papel de Portugal no mundo contemporâneo, bem como da acção dos agentes diplomáticos portugueses nesse contexto".

Francisco Seixas da Costa acredita que o livro poderá "estimular algum debate de ideias, em especial junto das novas gerações, a quem pertence o futuro do serviço diplomático português".

A obra inclui temas como "Portugal e a política externa brasileira", "A dimensão política do projecto europeu", "Segurança e defesa europeias" e "Pensar Portugal no mundo", entre outros textos.

O livro "Apontamentos", de Seixas da Costa, é editado pelo Instituto Diplomático, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, inserido na colecção "Biblioteca Diplomática".


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2.1.10

Mensagem de Ano Novo do Presidente da República

"No início deste novo ano, saúdo todos os Portugueses, onde quer que se encontrem, e desejo-lhes as maiores felicidades para 2010.
Há precisamente um ano, quando falei ao País, referi que 2009 iria ser um ano muito difícil. Acrescentei, na altura, que receava o agravamento do desemprego e o aumento do risco de pobreza e exclusão social.E disse também que Portugal gastava em cada ano muito mais do que aquilo que produzia.Quando proferi estas palavras, não o fiz com um propósito político. Enquanto Presidente da República estou acima do combate político e partidário.
Falo aos Portugueses quando entendo que o interesse do País o justifica e faço-o sempre com um imperativo: nunca vender ilusões nem esconder a realidade do País.Em nome da verdade, tenho a obrigação de alertar os Portugueses para a situação difícil em que o País se encontra e para os desafios que colectivamente enfrentamos.
Ao longo do último ano, o desemprego subiu acentuadamente, atingindo, no terceiro trimestre, 548 mil pessoas. Quase 20% dos jovens estavam desempregados.A todos aqueles que, no último ano, perderam o seu emprego ou não conseguiram retomar uma actividade profissional, quero deixar uma palavra de conforto, mas também de esperança. Não percam a coragem.
Mas o desemprego não é o único motivo de preocupação.A dívida do Estado tem vindo a crescer a ritmo acentuado e aproxima-se de um nível perigoso.O endividamento do País ao estrangeiro tem vindo a aumentar de forma muito rápida, atingindo já níveis preocupantes.Acresce que o tempo das taxas de juro baixas não demorará muito a chegar ao fim.Se o desequilíbrio das nossas contas externas continuar ao ritmo dos últimos anos, o nosso futuro, o futuro dos nossos filhos, ficará seriamente hipotecado.Quando gastamos mais do que produzimos, há sempre um momento em que alguém tem de pagar a factura.Com este aumento da dívida externa e do desemprego, a que se junta o desequilíbrio das contas públicas, podemos caminhar para uma situação explosiva.Portugal tem de juntar todas as suas forças para inverter esta situação.
Não podemos continuar a ser ultrapassados, em termos de nível de desenvolvimento, por outros países da União Europeia.De acordo com os indicadores mais recentes, Portugal já baixou para a 19ª posição, estando apenas à frente de oito países da Europa de Leste que aderiram há poucos anos à União.
Tempos difíceis são tempos de maior exigência e de elevada responsabilidade. Para todos, é certo, mas ainda de maior exigência e responsabilidade para os detentores de cargos públicos.
O exemplo deve vir de cima.O País real, que quer trabalhar, que quer uma vida melhor, espera que os agentes políticos deixem de lado as querelas artificiais, que em nada resolvem os verdadeiros problemas das pessoas.
É tempo de nos concentrarmos naquilo que é essencial, com destaque para o combate ao desemprego.Não é tempo de inventarmos desculpas para deixarmos de fazer o que deve ser feito.Estamos perante uma das encruzilhadas mais decisivas da nossa história recente. É por isso que, em consciência, não posso ficar calado.
Em face da gravidade da situação, é preciso fazer escolhas, temos de estabelecer com clareza as nossas prioridades.Os dinheiros públicos não chegam para tudo e não nos podemos dar ao luxo de os desperdiçar.
Recordo o que tenho vindo insistentemente a defender.Nas circunstâncias actuais, considero que o caminho do nosso futuro tem de assentar em duas prioridades fundamentais.Por um lado, o reforço da competitividade externa das nossas empresas e o aumento da produção de bens e serviços que concorrem com a produção estrangeira.Por outro lado, o apoio social aos mais vulneráveis e desprotegidos e às vítimas da crise.
É uma ficção pensar que é possível conseguir uma melhoria duradoura do nível de vida dos portugueses sem o aumento da produtividade e da competitividade da nossa economia.O reforço da competitividade depende, desde logo, da confiança e da credibilidade das nossas instituições, nomeadamente do sistema de justiça e da Administração Pública.
Devemos apostar, por outro lado, em políticas públicas que promovam uma educação exigente e uma formação profissional de qualidade, que fomentem a inovação, que incentivem os investimentos das empresas no sector dos bens e serviços que concorrem com a produção externa.Cerca de noventa e cinco por cento das nossas empresas têm menos de vinte trabalhadores.Sendo esta a estrutura do nosso tecido produtivo, o contributo das pequenas e médias empresas é decisivo para a redução do desemprego e para o desenvolvimento do País.
Às instituições financeiras, por seu lado, exige-se que apoiem de forma adequada o fortalecimento da capacidade das pequenas e médias empresas para enfrentarem a concorrência externa.Se o Estado tem a responsabilidade de garantir a estabilidade do sistema financeiro em períodos de turbulência, os bancos têm a responsabilidade social de garantir que o crédito chega às empresas.

Nos últimos tempos, temos ouvido muitos apelos para que o Presidente da República intervenha activamente na vida política.No entanto, na lógica do nosso sistema constitucional, não compete ao Presidente da República intervir naquilo que é o domínio exclusivo do Governo ou naquilo que é a actividade própria da oposição.
Portugal dispõe de um Governo com todas as condições de legitimidade para governar, um Governo assente numa maioria relativa conquistada em eleições ainda há pouco realizadas.O novo quadro parlamentar, aliado à grave situação económica e social que o País vive, exige especial capacidade para promover entendimentos da parte de quem governa, a que deve corresponder, por parte da oposição, uma atitude de diálogo e uma cultura de responsabilidade.
Os Portugueses compreenderiam mal que os diversos líderes políticos não se concentrassem na resolução dos problemas das pessoas e que não empenhassem o máximo do seu esforço na realização de entendimentos interpartidários.Neste contexto, a difícil situação das nossas contas públicas lança um desafio de regime aos partidos representados no Parlamento.
Os custos da correcção de um desequilíbrio das finanças públicas podem ser dramáticos, como o demonstram os exemplos de outros países da União Europeia.Importa ter presente que Portugal tem já um nível de despesa pública e de impostos que é desproporcionado face ao seu nível de desenvolvimento.
Assim, seria absolutamente desejável que os partidos políticos desenvolvessem uma negociação séria e chegassem a um entendimento sobre um plano credível para o médio prazo, de modo a colocar o défice do sector público e a dívida pública numa trajectória de sustentabilidade.O Orçamento do Estado para 2010 é o momento adequado para essa concertação política, que, com sentido de responsabilidade de todas as partes, sirva o interesse nacional.Não devemos esperar que sejam os outros a impor a resolução dos nossos problemas.

Portugueses,

Neste ano de 2010, iremos celebrar o centenário da República.
Vamos fazê-lo numa conjuntura que é de grandes dificuldades. Mas, precisamente por isso, temos de perceber que a nossa crise não é apenas económica.É, também, uma crise de valores.Há que recuperar o valor da família. O esbatimento dos laços familiares tem sido um dos factores que mais contribuem para agravar as dificuldades que muitos atravessam.

Devemos também valorizar a prática do valor da ética republicana. A ética nos negócios, nos mercados e na vida empresarial, mas também na vida pública, tem de ser um princípio de conduta para todos.

Temos também de restaurar o valor da confiança nas instituições e na justiça. Os Portugueses têm de acreditar que existe justiça no seu País, que ninguém está acima da lei.
Sei que a grande maioria dos magistrados se empenha, séria e discretamente, em fazer bem o seu trabalho.
Neste primeiro dia do ano, importa reafirmar o valor da esperança. Repito aos Portugueses o que lhes disse há precisamente um ano: não tenham medo.Possuímos uma longa História de que nos orgulhamos, porque no passado não tivemos medo.E aqui estamos hoje, um Estado democrático que faz parte de uma Europa Unida.Aqui estamos hoje, em 2010, porque acreditámos em nós próprios e num destino chamado futuro.Em nome desse futuro, temos de continuar a lutar.
O combate que travamos por Portugal é feito em nosso nome e em nome dos nossos filhos.Eu acredito em Portugal. Por isso, continuarei a lutar pelo futuro desta nossa terra.No meio de tantas incertezas, os Portugueses podem ter uma certeza: pela minha parte, não desistirei e nunca me afastarei dos meus deveres e dos meus compromissos.
A todos, um Bom Ano de 2010."

1.1.10

Não há notícia de portugueses entre as 41 vítimas mortais das tempestades no Rio de Janeiro

A secretaria de Estado das Comunidades revelou hoje que, até às 19:00 de Lisboa (17:00 de Brasília), não havia registo de portugueses entre as vítimas das tempestades ocorridas no Estado do Rio de Janeiro, que já provocaram 41 mortos.
"Não temos dados sobre o número de portugueses que lá estão. A única coisa que sabemos é que não há portugueses entre as vítimas até ao momento", disse fonte da secretaria de Estado.
Só na área de Angra dos Reis, no litoral sul do Estado do Rio de Janeiro, os deslizamentos de terra já mataram 21 pessoas, o que eleva para 41 o total de mortes causadas pelas tempestades.
Há informações de que só no deslizamento que atingiu uma pousada na Ilha Grande, na região de Angra dos Reis, 17 pessoas morreram, acrescentando-se outras sete, que morreram soterradas em casas atingidas no Morro da Carioca, na região central da cidade. Só parte da pousada teria entretanto sido atingida, concentrando-se o grosso do soterramento sobre uma casa pertencente a habitantes da Ilha Grande, a cerca de 100 metros do estabelecimento hoteleiro.
Pelo menos, 30 pessoas ainda estão desaparecidas e as autoridades temem que o número de vítimas possa ainda aumentar em Angra.

Estima-se que 40 pessoas estivessem hospedadas na pousada no momento do soterramento, que ocorreu durante a madrugada do dia 31 para o dia 1 de Janeiro. O chefe da polícia local informou entretanto não ter notícia de que houvesse estrangeiros registados.
Dos 15 corpos resgatados até à tarde de hoje, 10 foram localizados em terra e outros 5 no mar.
Mais de 80 bombeiros foram mobilizados para actuar no resgate. As autoridades do governo do Estado do Rio estão a acompanhar de perto as buscas por sobreviventes em Angra.

Na sequência das fortes chuvas que atingem o Rio de Janeiro desde quarta-feira, já morreram, no total, 41 pessoas.
Em Angra foi decretado o estado de emergência. As autoridades estão a realizar vistorias nas áreas atingidas pelas chuvas para decidir se será decretado o estado de calamidade pública.
O presidente Lula da Silva telefonou hoje à tarde ao governador do Rio, Sérgio Cabral, para oferecer ajuda às vítimas de Angra dos Reis, localizada na região da Costa Verde do Rio.
Segundo noticia a imprensa brasileira, Lula da Silva ofereceu ajuda da Marinha nas buscas e a Polícia Federal também dará suporte à operação na região.
Os trabalhos de resgate devem estender-se durante a noite e os estaleiros deverão dar apoio com o envio de equipamentos para ajudar na retirada de grandes pedras e árvores que deslizaram.
A Embaixada de Portugal no Brasil está a seguir de perto os acontecimentos, diligenciando, através do Cônsul Geral de Portugal no Rio de Janeiro, António de Almeida Lima, que está em contacto com as autoridades de Angra dos Reis, no sentido de apurar com precisão a identidade das vítimas.