3.7.10

TAP inaugura rota Lisboa-Campinas e chega aos 70 voos semanais para o Brasil

A companhia aérea portuguesa TAP acrescenta hoje uma nova rota no Brasil, com a inauguração de operações para o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, no Estado de São Paulo.Apenas para os três primeiros meses de operação, a nova linha da TAP ultrapassou já as 11mil reservas.

O embaixador de Portugal no Brasil, João Salgueiro, estará presente na chegada do avião da TAP, sublinhando a relevância atribuída à criação da nova linha aérea para o reforço das relações entre os dois países.
Campinas, importante centro industrial, onde se situam designadamente as fábricas da Embraer, passa a ser o nono destino servido pela TAP no Brasil, juntando-se a Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Natal e Fortaleza. Os voos são efectuados às terças, quintas e sábados, em equipamento A330, com partida de Lisboa às 15h05 e chegada a Campinas às 21h05. No regresso, partem de Viracopos às 22h35 e chegam a Lisboa às 12h25 do dia seguinte.

O Aeroporto de Viracopos - Campinas é o aeroporto brasileiro que tem registado as maiores taxas de crescimento, apesar de não beneficiar até aqui de voos internacionais para o transporte de passageiros. Com a abertura desta rota da TAP, Lisboa passa a ser o primeiro destino internacional servido a partir desse aeroporto, possibilitando aos passageiros uma ligação directa à Europa a partir de agora.

Com a oferta destas três frequências para Campinas, a TAP, no conjunto das nove gateways operadas no país, atinge um recorde absoluto de 70 voos semanais para o Brasil, dos quais 17 servindo a grande metrópole de São Paulo.

A companhia corresponde assim ao aumento da procura e reafirma ainda mais a sua posição de companhia aérea líder neste importante mercado da América do Sul. Nos primeiros cinco meses (Janeiro – Maio) deste ano, o número de passageiros das linhas do Brasil aumentou 31 por cento, o que se traduziu num total de cerca de 546 mil passageiros transportados e elevou o load factor dos voos para os 81,5 por cento.
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2.7.10

Jornalista brasileiro Hermano Alves morre aos 82, em Lisboa

O jornalista brasileiro Hermano Alves, deputado federal pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro) entre 1967 e 1968, morreu ontem, aos 82 anos, em Lisboa, onde residia desde início da década de 90. Era o principal colunista de política do jornal "Folha de São Paulo", em 1964, quando do golpe militar que depôs o Presidente João Goulart. Após um período no exílio, voltaria à Folha entre 1984 e 1985.

Filho de portugueses, Alves nasceu em Niterói (RJ) e residiu depois, ainda criança, na Bahia. Voltou ao Rio para cursar direito, mas não concluiu a faculdade. Começou a sua vida profissional em 1949, tendo sido, junto com Carlos Lacerda um dos fundadores da "Tribuna da Imprensa".
Trabalhou ainda no Jornal do Brasil e no Correio da Manhã.
Candidatou-se a deputado federal em 1966, defendendo o voto para os analfabetos, a subordinação dos militares aos civis e a proteção da indústria nacional. Chegou a ser eleito em 1967, mas com a instauração do AI-5, em 1968, teve os direitos políticos anulados e teve de se se exilar, primeiro no México, depois na Argélia e na França.
Amnistiado em 1979, só voltou ao Brasil em 1984 para trabalhar em jornais e assessorias de imprensa. Em 2005, recebeu indenização do governo brasileiro pela perseguição sofrida durante a ditadura. Alves deixa quatro filhos, que teve com a primeira mulher Maria do Carmo Veloso Alves. Foi casado pela segunda vez com a professora universitária portuguesa Maria Helena Gonçalves da Silva, com quem vivia em Lisboa.

Publituris Portugal Travel Awards elege a TAP melhor companhia de aviação

A TAP foi eleita a “Melhor Companhia de Aviação” em Portugal, de acordo com a escolha dos leitores do jornal “Publituris e do júri dos “Portugal Travel Awards”, constituído por um conjunto de personalidades do setor do Turismo.

Os Prémios Publituris Portugal Travel & Trade Awards destinam-se a distinguir as melhores empresas, instituições, serviços e profissionais que se destacaram no setor do Turismo no decorrer de 2009.
Esta é a sétima vez consecutiva que os leitores do jornal Publituris, profissionais do sector do Turismo que mantêm um contato diário com o cliente e conhecem bem as suas preferências, escolhem a TAP como “Melhor Companhia Aérea”.

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1.7.10

ABL promove homenagem a José Saramago


A Academia Brasileira de Letras (ABL) promoverá na próxima segunda-feira, dia 5, uma sessão pública de homenagem ao escritor português José Saramago, Sócio Correspondente da ABL, falecido dia 18 de junho.
A coordenação será do Académico Domício Proença Filho, 1º Secretário da Academia, e contará com as participações dos também Académicos Alberto da Costa e Silva e Cleonice Berardinelli, como palestrantes.

A homenagem está programada para o Teatro R. Magalhães Jr., às 17:30h, na sede da Academia – Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo. A entrada é franca.

José Saramago, o único escritor de língua portuguesa a ganhar o Prémio Nobel de Literatura, foi eleito Sócio Correspondente da ABL no dia 9 de julho do ano passado, para a cadeira nº 16, na vaga do escritor francês Maurice Druon, e deveria tomar posse ainda este ano, assim que sua agenda permitisse.

Ao saber da eleição, Saramago dedicou a sua coluna no Diário de Notícias de Lisboa à Academia Brasileira de Letras. Disse que a notícia lhe tinha sido dada pelo Académico Alberto da Costa e Silva e complementou:“Eis-me portanto académico no país que mais amo depois do meu, o Brasil. É como estar em casa”.
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"Ninguém atropelou os direitos dos accionistas" - diz PM português sobre a PT

"O Governo fez o que devia fazer para defender os interesses estratégicos de Portugal e da Portugal Telecom (PT)" - escreve o Primeiro-Ministro português em artigo publicado no jornal Público, em que defende a decisão do Estado de vetar a venda da Vivo à Telefónica.

"A PT - prossegue José Sócrates - é uma empresa muito importante para o País. E a participação da PT na Vivo é um activo estratégico de sucesso no mercado brasileiro - é mesmo a empresa de telecomunicações nº 1 no Brasil.

Sucede que a internacionalização da PT e a sua presença no Brasil é absolutamente fundamental para a economia portuguesa.Eu compreendo, por isso, muito bem o interesse dos espanhóis da Telefónica em comprar uma empresa tão boa como a Vivo, tal como compreendo os interesses financeiros dos accionistas da PT em obterem ganhos de curto prazo.

Mas ao Estado Português não compete defender os interesses das empresas espanholas, nem interesses financeiros de curto prazo - mas sim os interesses estratégicos do País. E a verdade é que esta proposta não convenceu o Estado, não convenceu o Governo.

Ninguém atropelou os direitos legítimos e até compreensivos de outros accionistas. O Estado limitou-se a não permitir que os seus interesses fossem desconsiderados e ignorados e afirmou-os no quadro dos estatutos da empresa que sempre foram reconhecidos por todos os accionistas.

Ora o Governo - pelo menos este Governo - não abdica de nenhum instrumento disponível para defender os interesses estratégicos de Portugal. Se alguém não sabia disso, agora ficou a saber."

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Fundadas pelos Portugueses, Cananeia e São Vicente disputam o título de primeira cidade do Brasil

Cananeia, no Estado de São Paulo, foi a primeira região povoada do Brasil, marcada por conflitos entre europeus para a exploração das riquezas naturais do novo continente. Em 24 de janeiro de 1502, chegou ao local a expedição exploratória com Gaspar de Lemos e Américo Vespúcio (Amerigo Vespucci) no comando, visando reivindicar e demarcar as novas terras, designado a região por Barra do Rio Cananor.

Desta expedição fazia parte um personagem obscuro da história luso-brasileira, o degredado português Cosme Fernandes, conhecido como Bacharel de Cananeia, o qual se tornou figura poderosa na região.
Anos depois, em 1531, Portugal enviou mais uma expedição, sob o comando de Martim Afonso de Sousa, que chegou na comunidade de Marataiama (Antigo nome de Cananeia registado no diário de bordo da expedição - Mara = mar e Tayama = terra). Este ano é considerado o da fundação oficial da Vila.
Fundação de São Vicente

Porém, devido à falta de documentos consistentes que comprovem tal feito, ficou estabelecida a controvérsia sobre qual seria a cidade mais antiga do Brasil: Cananeia ou São Vicente (esta última, também fundada por Martim Afonso, em 22 de janeiro de 1532, conforme vasta e incontestável documentação).

Por Cananeia passava a linha imaginária do Tratado de Tordesilhas que dividia então o mundo entre Portugal e Espanha.Dessa época, ainda existem algumas relíquias como a igreja de São João Baptista, fundada em 1577. Construída com muros largos e sem janelas, serviu como forte para proteger a cidade das constantes ameaças de invasões.

Outras construções preservadas são o obelisco, dois canhões e os argolões de bronze encravados em pedras, que serviram para amarrar as caravelas da expedição de Martim Afonso de Souza.

Além do património histórico, Cananeia destaca-se pelas suas belezas naturais, tendo sido declarada património natural da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A revista americana "Condé Nast Traveler" considerou-a o melhor roteiro ecológico do mundo.

Eventual entrada da Petrobras na Galp é positiva por gerar mais estabilidade - diz representante do Estado português

O presidente e representante do Estado na Galp, Murteira Nabo, considerou hoje "positiva" uma eventual entrada da brasileira Petrobras no capital da empresa em substituição dos italianos da ENI, sobretudo se esse negócio "gerar mais estabilidade" accionista.

"Não temos nada contra isso [a entrada na Petrobras na estrutura acionista]. A Petrobras já é um nosso parceiro importante e seria positivo. Agora isso é um problema dos accionistas. O Estado - e eu como representante do Estado na Galp - aguarda que se entendam e vê com bons olhos uma estabilidade accionista", declarou Francisco Murteira Nabo, o chairman da Galp Energia.

"Se a entrada da Petrobras gera maior estabilidade, então com certeza", acrescentou. Apesar de ressalvar que o que sabe "é o que vem nos jornais", Murteira Nabo adiantou que "os accionistas estão a falar uns com os outros para ver se se concertam entre eles e para que a Galp não tenha perturbações na estrutura accionista".
"[Os acionistas] têm que encontrar o equilíbrio. Neste momento, o que se sente é que há negociações várias e não há ainda sintonia entre as várias posições - entre os angolanos, a Amorim Energia e a Petrobras. Para o Estado, o que é importante é que se concertem para encontrar uma posição estável", disse ainda.
Em segundo lugar, explicou Murteira Nabo, o grupo "deve ter um plano estratégico concertado que não leve a faltas de sintonia e que permita que a empresa se desenvolva". Questionado sobre como é que a anunciada privatização da participação do Estado pode vir a alterar o equilíbrio de forças dentro da empresa, Murteira Nabo afastou quaisquer problemas.

"O que o Estado vai vender são obrigações convertíveis (...) mas guardando os votos e com a hipótese de compra. O resto é com os accionistas - quem quer vender e qual é a posição com que cada um fica - e o Estado só entra depois", disse o representante do Estado na Galp.

A actual estrutura accionista da Galp está assegurada num acordo parassocial que termina a 31 de Dezembro próximo.


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30.6.10

Estado português veta venda da Vivo com uso de "golden share"

O Estado português vetou hoje a venda da Vivo à Telefónica, contrariando o sentido de voto da maioria do capital presente na assembleia-geral desta quarta-feira.

O representante da posição estatal na PT, anunciou na assembleia-geral que votaria contra a venda da Vivo à Telefónica utilizando a "golden share".Esta decisão fez com que o presidente da mesa da assembleia-geral da PT desse como terminados os trabalhos, após ter aceite o voto do Estado que inviabiliza, para já, o negócio.

Foi a primeira vez que o Estado usou as 500 acções de classe A, que lhe permitem vetar decisões estratégicas para a empresa, decidindo que a operadora móvel brasileira se deveria manter em mãos portuguesas.

A Telefónica pretendia obter o controle da Vivo, dividido com a Portugal Telecom através da holding Brasilcel para unificar as suas operações com telecomunicações fixas e móveis no Brasil num momento em que a rival América Móvil, do magnata mexicano Carlos Slim, faz o mesmo na América Latina.
Na véspera, a Telefónica aumentou pela segunda vez a oferta pela participação da Portugal Telecom na Vivo. A proposta de 6,5 biliões de euros subiu para 7,15 biliões.
Venda da Vivo é contrária aos interesses nacionais - diz Primeiro-Ministro
O primeiro-ministro português, José Sócrates, justificou hoje o veto estatal da venda à Telefónica de 30% da Vivo em poder da Portugal Telecom (PT) com a defesa do interesses nacionais.

"A golden share serve para ser utilizada quando for necessário", afirmou o líder socialista ao ser questionado pelos jornalistas sobre a decisão estatal de vetar a operação na assembleia de acionistas da PT realizada hoje apesar de ter sido aprovada por 73,9% dos acionistas presentes.
O primeiro-ministro afirmou que "tanto os que iam comprar como os que eram consultados na assembleia, todos os acionistas, e em particular a Telefónica, sabiam qual era a posição do Governo e penso que deviam ter levado isso em conta".
"Quando o Governo fala, interpreta, naturalmente como compete, os interesses nacionais", ressaltou. Sócrates insistiu no caráter "fundamental" que tem a participação da Vivo para o desenvolvimento da PT, que com a Telefónica controla 60% do capital da empresa brasileira através da sociedade Brasilcel. O Primeiro-Ministro lembrou que sempre disse que a oferta da empresa espanhola"não atendia os interesses estratégicos que a Vivo representa para a PT".

A República vista do Brasil e Portugal

A implantação da República numa perspectiva luso-brasileira esteve no centro do colóquio internacional que decorreu durante dois dias no final Maio em Paris, França, e que debateu o tema sob a dupla perspectiva do papel «indiscutível» dos intelectuais na queda da monarquia e das relações entre a inteligência de Portugal e Brasil, tanto durante a República, como posteriormente.

O colóquio, o segundo a ter lugar em França dedicado ao centenário da implantação da República em Portugal – o primeiro ocorreu em Novembro de 2009, na Universidade de Nantes (França), intitulado Res publica, Republique, República – matrices, héritages, singularités, assinalando os 220 anos da Revolução Francesa, os 120 anos da República no Brasil e o centenário da República Portuguesa – foi organizado pelas universidades de Paris Ouest Nanterre/La Défense e Rennes 2 e pela Fundação Calouste Gulbenkian.
Écrire le passé et construire l’avenir, intellectuels, penseurs, écrivains, regards croisés, Portugal-Brésil 1910-2010, foi o título do colóquio, realizado ao abrigo do projecto «A República das Letras», da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (CNCCR), dirigido pelas professoras universitárias Helena Carvalhão Buescu, de Portugal, e Teresa Cerdeira, do Brasil, com o apoio dos docentes universitários e leitores do Instituto Camões (IC) em Paris, da Faculdade de Letras de Lisboa, do Real Gabinete Português de Leitura de Rio de Janeiro e do Centro Cultural Calouste Gulbenkian em Paris.
República - Visita do Presidente do Brasil, marechal Hermes da Fonseca, a Portugal, 1 de Outubro de 1910. Arquivo Municipal de Lisboa, Arquivo Fotográfico. Foto de Anselmo Franco.

«Estas comemorações são uma oportunidade para estudar e entender o projecto político, ideológico, cultural e estético que pensadores, escritores e homens de letras da envergadura de Teófilo Braga, Manuel Teixeira Gomes, António Patrício, Aquilino Ribeiro, António Sérgio, Jaime Cortesão, só para citar alguns, inspiraram», lia-se no texto de apresentação do colóquio, que contou com 37 comunicações de investigadores de Portugal, Brasil, França e Suíça.
«As relações profundas e complexas entre os intelectuais portugueses e brasileiros, tanto durante o período republicano português (1910-1926), que corresponde no Brasil à segunda fase da República Velha, como sob os Estados-Novos, de inspiração fascista, português e brasileiro», foi outro dos tópicos do colóquio, que acolheu 37 comunicações. «As trocas de correspondência entre os intelectuais de ambos os países eram numerosas e as influências mútuas frutuosas», notaram os organizadores do simpósio.
As comemorações literárias do centenário da República deverão aliás vir a ter em Setembro/Outubro próximos significativas extensões, com colóquios anunciados para as universidades de São Paulo, Federal do Rio de Janeiro e Brasília, com a participação de académicos brasileiros e portugueses, bem como encontros de poetas e escritores dos dois lados do Atlântico.
Também ainda no Brasil, a cátedra Jaime Cortesão, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, patrocinada pelo IC e dirigida por Vera Ferlini, tem prevista a realização de um simpósio sobre os cem anos da República em Portugal.

Luanda recebe V Fórum Empresarial da CPLP em julho

O V Fórum Empresarial da CPLP, intitulado "Negócios na Língua Portuguesa", decorrerá em Luanda nos dias 22 e 23 de julho, com a presença de empresários dos vários países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), dirigentes associativos e responsáveis de agências de investimento estatais.

O encontro empresarial na capital angolana arrancará a 22 de julho com intervenções de Francisco Murteira Nabo, em representação de Portugal, que deixa a presidência da CPLP, Domingos Simões Pereira, secretário executivo da CPLP, Manuel Nunes Junior, ministro da Coordenação Económica de Angola, e José Severino, presidente da Associação Industrial de Angola.

O clima de investimento e as oportunidades de negócio nos mercados lusófonos serão tema de debate com palestrantes de Angola, Brasil, Cabo Verde e Guiné-Bissau.

Aguinaldo Jaime, coordenador da comissão de reestruturação da angolana ANIP, será um dos intervenientes na discussão.

O V Fórum Empresarial da CPLP, no qual o Conselho das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil também participa, representado pelo seu presidente, Rómulo Alexandre Soares, contará igualmente com os testemunhos de Basílio Horta, presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), assim como de responsáveis vindos de Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

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Origens portuguesas da feijoada brasileira

A explicação popular mais difundida sobre a origem da feijoada é a de que os senhores – das fazendas de café, das minas de ouro e dos engenhos de açúcar – forneciam aos escravos os "restos" dos porcos, quando estes eram carneados. O cozimento desses ingredientes, com feijão e água, teria feito nascer a receita.


Tal versão, contudo, não se sustenta, seja na tradição culinária, seja na mais leve pesquisa histórica. Segundo Carlos Augusto Ditadi, especialista em assuntos culturais e historiador do Arquivo Nacional do Rio de Janeiro, em artigo publicado na revista Gula, de maio de 1998, essa alegada origem da feijoada não passa de lenda contemporânea, nascida do folclore moderno, numa visão romanceada das relações sociais e culturais da escravidão no Brasil.


O padrão alimentar do escravo não difere fundamentalmente no Brasil do século XVIII. Continuava tendo como base a farinha de mandioca ou de milho feita com água e mais alguns complementos, ou seja, o que fora estabelecido desde os primórdios. A sociedade escravista do Brasil, no século XVIII e parte do XIX, foi constantemente assolada pela escassez e carestia dos alimentos básicos, em decorrência da monocultura, da dedicação exclusiva à mineração e do regime de trabalho escravo, não sendo raros os óbitos por alimentação deficiente, incluindo a morte dos próprios senhores.


O escravo não podia ser simplesmente maltratado, pois custava caro e era a base da economia. Devia comer três vezes ao dia. Geralmente almoçava às 8 horas da manhã, jantava à 1 hora da tarde e ceava por volta de 8 ou 9 horas da noite. Nas referências históricas sobre o cardápio dos escravos, constatamos a presença inequívoca do angu de fubá de milho, ou de farinha de mandioca, além do feijão temperado com sal e gordura, servido muito ralo e a ocasional aparição de algum pedaço de carne de vaca ou de porco. Alguma laranja colhida do pé complementava o resto, o que evitava o escorbuto. Às vezes, em final de boa colheita de café, o capataz da fazenda podia até dar um porco inteiro aos escravos. Mas isso era exceção.


Não existe nenhuma referência conhecida a respeito de uma humilde e pobre feijoada, elaborada no interior da maioria das tristes e famélicas senzalas.Existe também um recibo de compra pela Casa Imperial, de 30 de abril de 1889, em um açougue da cidade de Petrópolis, Estado do Rio de Janeiro, no qual se vê que consumiam-se carne verde, de vitela, carneiro, porco, linguiça, linguiça de sangue, fígado, rins, língua, miolos, fressura de boi e molhos de tripas.


O que comprova que não eram só escravos que comiam esses ingredientes, e que não eram de modo algum "restos". Ao contrário, eram considerados iguarias. Em 1817, Jean-Baptiste Debret já relata a regulamentação da profissão de tripeiro, na cidade do Rio de Janeiro, que eram vendedores ambulantes, e que se abasteciam destas partes dos animais em matadouros de gado e porcos. Ele também informa que os miolos iam para os hospitais, e que fígado, coração e tripas eram utilizados para fazer o angu, comumente vendido por escravas de ganho ou forras nas praças e ruas da cidade.


Portanto, o mais provável é creditar as origens da feijoada a partir de influências europeias. Provavelmente, sua origem tem a ver com receitas portuguesas, das regiões da Estremadura, das Beiras e de Trás-os-Montes e Alto Douro, que misturam feijão de vários tipos - menos feijão preto (de origem americana) - linguiças, orelhas e pé de porco.


De facto, cozidos são comuns na Europa, como o cassoulet francês, que também leva feijão no seu preparo. Na Espanha, o cozido madrilenho, e, na Itália, a “casseruola” ou "casserola" milanesa são preparados com grão-de-bico. Aparentemente, todos estes pratos tiveram evolução semelhante à da feijoada, que foi incrementada com o passar do tempo, até se transformar no prato da atualidade.


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29.6.10

Tempos Modernos - Espírito Empreendedor, no "Lá e Cá" de hoje, na TV Brasil

O programa desta semana da série televisiva "Brasil, Portugal-Lá e Cá", coprodução da TV Cultura de São Paulo e da estação pública portuguesa RTP2, tem como tema o espírito empreendedor de cada país. O ponto de partida são as economias dos dois países, e como elas se relacionam nos dias de hoje.

Os jornalistas Paulo Markun e Carlos Fino mostram como as ligações ligações históricas e culturais influenciam as relações económicas e comerciais. O espírito aventureiro dos portugueses da época das navegações está ou não presente no empreendedorismo de portugueses e brasileiros? A discussão parte de uma análise da presença de empresas portuguesas no Brasil e de empresas brasileiras em Portugal.


Não perca, hoje, às 20 horas, na TV Brasil!

A série, de 13 episódios, é emitida todos os domingos, às 21 horas de Brasília, na TV Cultura, e todas as terças, às 20 horas de Brasília, na TV Brasil. Em Portugal, o programa vai ao ar todos os domingos às 21 horas de Lisboa.

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Quase 500 lotes de moedas de ouro de Portugal e Brasil vão a leilão

Quase 500 lotes de moedas de ouro cunhadas em Portugal e no Brasil, desde a ocupação romana à década de 70, vão a leilão na quarta feira, com a moeda mais valiosa a valer 48 mil euros (base de licitação).
O diretor da leiloeira Numisma, Javier Salgado, disse que a peça mais valiosa que estará em leilão numa unidade hoteleira em Lisboa é um exemplar de uma moeda de ouro de 500 reais cunhada no reinado de D. Henrique, entre 1578 e 1580.
A base de licitação, explicou Javier Salgado, depende sobretudo “de quem põe a moeda à venda” e dos valores das transações anteriores a que esteve sujeita, levando a que nem sempre as peças mais raras sejam as mais caras que vão a leilão.Exemplo disso é o exemplar de uma moeda de ouro São Vicente PO, um escudo ladeado por setas – alusivas à forma como foi morto este santo – e da qual são apenas conhecidos seis exemplares.
A moeda aparece referenciada no catálogo do leilão como “extremamente rara”, mas com uma base de licitação inferior aos 500 reais de D. Henrique, de apenas 33 mil euros.Já para os 500 reais de D. Henrique, o diretor da Numisma arrisca uma estimativa de 50 mil euros.
“A crise é muito grande e todos a temos sentido. Mas para as coisas raras e muito boas, a crise não é muito visível”, afirmou Javier Salgado, acrescentando que investidores e colecionadores não serão alheios à recente valorização do ouro no mercado internacional e não deixarão escapar a oportunidade.
Interesse dos colecionadores brasileiros
O responsável referiu também o interesse manifestado “por uma dúzia de colecionadores brasileiros” numa parte dos lotes a leilão, referentes a moedas cunhadas no Brasil no período em que a coroa portuguesa se estabeleceu no país.
Javier Salgado considera muito provável que os dobrões de ouro dessa época sejam arrematados pelos colecionadores brasileiros, por ser um período que desperta muito interesse no Brasil.
Além disso, não são peças muito raras.“Só quando são coisas muito raras, os [colecionadores ou investidores] portugueses não as deixam sair do país”, afirmou.
“Nos últimos anos, tenho sentido muito mais a cultura dos portugueses. Hoje, as pessoas têm uma noção exata do que estão a comprar. Estão a comprar história, cultura”, concluiu.
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Mundial de Futebol - Portugal regressa a casa "de cabeça erguida" - diz Carlos Queiroz

Em jogo das oitavas de final disputado hoje no estádio Green Point, na Cidade do Cabo, a Espanha levou a melhor e venceu Portugal por 1 a 0 , garantindo o apuramento.

Foi o primeiro golo sofrido pela defesa portuguesa na competição, que tinha atravessado incólume contra a Costa do Marfim, a Coreia do Norte e o Brasil. David Villa, ao marcar para os espanhóis, estava impedido.

A Espanha veio para o jogo pressionando Portugal no início da partida. Com apenas três minutos de jogo, obrigou o guarda-redes português Eduardo a fazer duas boas defesas.

Defendendo-se bem, Portugal atacou com Fábio Coentrão, que fez uma bonita jogada, deu um passe de costas e deixou para Raúl Meireles, que rolou para Tiago bater de fora da área.

Cristiano Ronaldo causou perigo para os espanhóis em cobrança de falta, aos 27 minutos, batendo de longe. O time português cresceu no jogo e passou a criar mais oportunidades, mesmo tendo menos domínio de bola do que a Espanha.

O segundo tempo começou como o primeiro: Espanha com posse de bola, Portugal com contra-ataques. E aos seis minutos, Hugo Almeida foi lançado pela esquerda e jogou para a área, a bola desviou em Carles Puyol, enganou Casillas, mas saiu.Fernando Llorente, aos 15, deu cabeçada perigosa aos 15 obrigando Eduardo a grande defesa, três minutos depois de entrar em campo. Na continuação do lance, a bola sobrou para David Villa, que bateu de fora da área e viu a bola passar perto das redes.
Aos 17, em bola trabalhada na entrada da área, Andrés Iniesta tocou para Xavi, que, de calcanhar, deixou Villa de frente para a baliza, em posição ligeiramente adiantada. Ele bateu, Eduardo defendeu e no repique, sem que o árbitro assinalasse o "off-side", fez 1 a 0 para a Espanha.
Carlos Queiroz elogia desempenho da equipa

Carlos Queiroz era esta noite o espelho da desilusão portuguesa. O seleccionador nacional considerou que Portugal fez tudo para vencer a partida e sublinhou que os jogadores voltam de “cabeça erguida”.
"Tivemos as nossas oportunidades, infelizmente não marcámos. E pelo domínio que a Espanha teve, penso que o resultado acaba por se justificar. Agora, é tempo de trabalhar para voltarmos mais fortes", afirmou Queiroz.
"Voltamos hoje para casa, mas voltamos de cabeça erguida. Soube a pouco ficar por aqui, mas é preciso lembrar que jogámos contra o Brasil, primeiro do ranking, e hoje, contra a Espanha, segunda e campeã da Europa", disse. "Temos de dar os parabéns aos jogadores portugueses, que se bateram com dignidade", sustentou o seleccionador na hora do adeus ao campeonato do Mundo.

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Actuação da arbitragem revolta portugueses em São Paulo

A actuação da arbitragem no jogo de Portugal contra a Espanha desagradou aos portugueses, em São Paulo.


Os apoiantes portugueses, que fizeram uma grande festa antes da partida, na Casa de Portugal, não se conformaram com o golo do espanhol David Villa, que consideraram estar em posição irregular, nem com a eventual simulação de uma falta que levou à expulsão de Ricardo Costa.

"Erros de arbitragem sim, sem dúvida, mas o nosso técnico é muito defensivo, não foi para o ataque, as nossas estrelas não explodiram, não jogaram", disse o português Vasco de Frias Monteiro.

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Instituto Camões e King's College de Londres criam Centro de Estudos em Língua e Cultura Portuguesa


O Instituto Camões e o King's College of London (KCL), uma das principais universidades britânicas, assinaram hoje um protocolo de cooperação para a criação de um Centro de Estudos em Língua e Cultura Portuguesa (CELCP).O acordo pretende promover o desenvolvimento dos Estudos Portugueses e valorizar o estatuto da Língua Portuguesa, juntando esforços na organização de atividades, financiamento e logística de instalações.

O embaixador português no Reino Unido, António Santana Carlos, formalizou o entendimento em representação da presidente do Instituto Camões, Ana Paula Laborinho, enquanto o reitor Richard Trainor assinou pelo KCL.

O protocolo prevê que a universidade britânica crie um espaço físico para o CELPC, que terá uma biblioteca de língua, cultura, história, política, de sociedade portuguesa e de lusofonia e um local de trabalho para o respetivo diretor.

Por seu lado, será o Instituto Camões a fornecer o material para a biblioteca, sejam livros, documentos multimédia ou audiovisuais, e a suportar o vencimento do diretor.

A criação do CELPC, que deverá começar a funcionar em setembro, coincide com a restruturação do departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros da universidade, que se fundiu com o departamento de Estudos Hispânicos e Latino Americanos.

De acordo com Francisco Bethencourt, professor de História no KCL, esta mudança não enfraqueceu os estudos de temas lusófonos, mas antes veio corrigir uma fragilidade causada pela falta de alunos.

"Passa a haver uma conceção multipolar da cultura portuguesa, que vai passar a tocar em mais áreas e tornar-se mais interessante", vincou.

O CELCP, adiantou o responsável pela cátedra Charles Boxer, "não vai estar ligado só a um departamento mas será uma plataforma de projeção da língua e cultura portuguesa na universidade e não só".

A ideia é que o centro dinamize eventos e colaborações com outras instituições e organizações em Londres e alargue a ação a outras áreas das ciências sociais.

Atualmente existem no Reino Unido quatro Centros de Língua Portuguesa, em Oxford, Leeds, Newcastle e Edimburgo.
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Luiz Melodia e Diego Figueiredo - concertos em Lisboa

A capital portuguesa volta a acolher nomes de relevo da música brasileira, com o Teatro João Villaret, no coração de Lisboa, a ser o palco de dois espectáculos diferentes, no próximo fim-de-semana, dos brasileiros Luiz Melodia e Diego Figueiredo.

Luiz Melodia actuará nos dias 3 e 4 de julho, sábado e domingo, para apresentar o "show" Estação Melodia, acompanhado pela sua banda. As composições a interpretar foram gravadas originalmente em parceria com Gal Costa, Maria Bethania, Zeze Mota, entre outros.

O guitarrista Diego Figueiredo, que já ganhou vários prémios no Brasil e no exterior (foi premiado por duas vezes no festival de Montreux, na Suíça), tem concertos agendados, também no Teatro Villaret, para os dias 2 e 3 de julho, às 23h, e dia 4, às 20h .

A passagem de Luiz Melodia e Diego Figueiredo por Portugal coincide com as agendas de outros artistas brasileiros que estarão, neste mesmo fim-de-semana, em Lisboa, para participar no festival Delta Tejo. Entre eles estão Ana Carolina, Mutantes, Nação Zumbi, Natiruts e Martinho da Vila.

Língua Portuguesa convidada de honra da Feira do Livro de Belgrado 2011

A Língua Portuguesa será a convidada de honra da Feira do Livro de Belgrado em 2011, anunciou hoje o Instituto Camões.

A iniciativa lusófona partiu das embaixadas de Portugal, Brasil e Angola e foi oficialmente aceite pelo Ministério da Cultura da Sérvia. A Feira do Livro de Belgrado, que se realiza no último trimestre de cada ano, teve no ano passado como convidada a língua grega, honra que caberá este ano à língua sueca.

28.6.10

Banif presente na XXII FEICOM – 2010, em Brasília

O banco português Banif, também presente no mercado financeiro brasileiro, é uma das entidades participantes na 22ª edição da Feicom-Feira da Indústria, Comércio e Serviços do Distrito Federal, que decorre no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, de 30 de junho a 4 de julho.

O banco estará presente no evento com um pavilhão onde vai apresentar aos empresários e visitantes os seus produtos e serviços e abrir oportunidades para novos negócios e operações bancárias, entre elas o financiamento de comércio externo.

Recém-chegado a Brasília, onde abriu uma agência no Setor Comercial Norte, o Banif, fundado na ilha da Madeira pelo banqueiro Horácio Roque, recentemente falecido, tem presença em 16 países.

No Brasil desde 1999, o Banif, com sede em São Paulo, desenvolve actividades como banco comercial, com 24 pontos de venda, em vários estados, e como banco de investimento, por meio do Banif Investment Bank.

Câmara dos Deputados assinala 150 anos de Itajaí, cidade fundada pelos Portugueses


O embaixador de Portugal no Brasil, João Salgueiro, foi hoje distinguido na Câmara dos Deputados com uma medalha comemorativa dos 150 anos de Itajaí,, em homenagem às raízes portuguesas daquela cidade do Paraná.

Na ocasião, o diplomata referiu os laços seculares que unem os dois países, de que são exemplo as tradições de origem portuguesa ainda hoje presentes em Itajaí, cidade que visitou por ocasião da Festa do Peixe, tendo na oportunidade contactado com a comunidade luso-brasileira local.

Ainda hoje, o embaixador João Salgueiro ofereceu, na sua residência oficial, um almoço em honra da delegação de Itajaí que se deslocou a Brasília para a solenidade dos 150 anos do município na Cãmara dos Deputados.
Estiveram presentes, entre outros, a vice-Prefeita Dalva Maria Rhenius, o secretário de Turismo, Wagner Lúcio de Souza e o secretário do Desenvolvimento Económico, Cleyton Batschauer.

Colonização Portuguesa

Embora a localidade só tenha sido formalmente fundada em 15 de junho de 1860, a colonização de Itajaí começou em 1658. O primeiro sesmeiro da região foi João Dias Arzão, que em 1658 recebeu uma sesmaria em frente ao Rio Itajaí-MirimEm 1750, colonos portugueses vindos da ilha da Madeira e dos Açores instalaram-se na região. Tornou-se um povoado em 1823 e distrito em 31 de março de 1833. No final do século XIX, recebeu grande número de imigrantes alemães e italianos, que acabaram por deixar uma marca de grande influência.

Itajaí é um nome tupi derivado da palavra Tajahy, que significa "Rio dos Taiás", uma planta comestível da família das aráceas.

Os itajaienses são conhecidos como povo pesqueiro, hospitaleiro e de extrema qualidade de vida e beleza. Itajaí possui o principal porto de Santa Catarina e é o maior exportador de produtos congelados do Brasil. O comércio, a prestação de serviços, o turismo e as indústrias fazem com que Itajaí se destaque como uma das cidades do Brasil com mais variadas fontes de rendimento .

Grupo português Porto Bay renova hotel em São Paulo

A unidade de cinco estrelas L'Hotel Porto Bay São Paulo, comprada há cerca de um ano pelo grupo português Porto Bay, foi alvo de renovações nos seus 80 quartos, suites e apartamentos.

Segundo informou a empresa hoteleira portuguesa, também o restaurante Trebbiano e os espaços comuns do hotel de São Paulo ("hall" de entrada, bar e sala de estar) foram remodelados.

O grupo Porto Bay possui outros dois hotéis no Brasil, um no Rio de Janeiro (Porto Bay Rio Internacional), frente à praia de Copacabana, e outro em Búzios (a pousada Porto Bay Glenzhaus).

A Porto Bay Hotels & Resorts abriu a sua primeira unidade em 1988, operando atualmente na Ilha da Madeira, com cinco unidades hoteleiras nos segmentos cinco e quatro estrelas, e em Portugal Continental, com o hotel Porto Bay Falésia, no Algarve.

Brinquedos científicos portugueses chegam ao Brasil

Depois de entrar em Espanha com oito meses de actividade, a Science4you cria empresa no Brasil.

'Em Setembro, vamos entrar nas oito Fnac do Brasil, mas não vamos ser apenas exportadores. Vamos ter um parceiro com 50% da empresa", afirmou Miguel Pina Martins, presidente-executivo da empresa portuguesa de brinquedos científicos Science4you.

A ideia de Pina Martins é desenvolver produtos adaptáveis à procura de cada país. "Se na Islândia nos pedirem para desenvolver um vulcão, nós desenvolvemos em Portugal, com os nossos ‘designers' e engenheiros, fazemos cá o ‘packaging' e enviamos para lá. O centro de tudo será sempre em Portugal", garante.

Com um ano de existência no mercado, a empresa já tem os seus brinquedos disponíveis nas maiores cadeias em Portugal: Fnac, El Corte Inglés e Toy'R'us. Em 2009, a Science4you facturou 200 mil euros e estima chegar aos 300 a 400 mil euros este ano.

Tendo em conta a crise económica, a Science4you vai lançar brinquedos mais baratos: quatro ‘puzzles' de desenhos do corpo humano, mapa da Europa e sistema solar. Brinquedos que se juntam ao portfólio de 19 brinquedos de energia eólica, solar e erupções vulcânicas, que são os ‘best-sellers'.

Aliança das Civilizações "saiu reforçada" do encontro no Rio de Janeiro - afirma Jorge Sampaio

O ex-Presidente da República de Portugal, Jorge Sampaio, considera que o encontro da Aliança das Civilizações que teve lugar no Rio de Janeiro gerou resultados positivos. "A imagem da Aliança como um fórum mundial de diálogo inclusivo sobre questões relacionadas com a diversidade cultural saiu claramente reforçada", afirmou Jorge Sampaio em entrevista publicada pelo "Diário de Notícias".

O antigo presidente português não se mostrou preocupado com a politização do encontro do Rio de Janeiro. "Nunca pretendi que a Aliança ficasse acantonada no colóquio estritamente cultural, porque é uma iniciativa política, numa área que se dirige à grande questão do nosso tempo: a diversidade cultural", disse Sampaio ao jornal português.

Reconhecendo que o último encontro da Aliança das Civilizações "permitiu a expressão de desacordos porque, ao crescer o número de países participantes, aumentou o número das diversidades", Jorge Sampaio referiu que "vão crescer os blocos, situação típica de uma sociedade internacional, mas, se nos mantivermos nas quatro áreas da Aliança - educação, migrações, juventude e media - e com uma actividade proactiva e mobilizadora, conseguiremos ser uma plataforma onde a sociedade civil desempenhará um papel e teremos capacidade para aguentar as divergências que se viram no Brasil".

O balanço geral, concluiu, foi positivo. "Como sou um político, não achei negativo que se trouxesse a política para dentro da Aliança, mesmo que mais vasta do que a diversidade cultural é. Tal como achei interessante a participação dos EUA e a forte presença de países da América Latina, porque se alargou a perspectiva mais global", comentou o antigo presidente português.

Leia na íntegra a entrevista ao Diário de Notícias