15.7.11

FESTLIP- Festival de Teatro em Língua Portuguesa, este mês no Rio de Janeiro


Primeiro festival a promover o intercâmbio teatral entre países da língua portuguesa, o Festlip chega à sua quarta edição comemorando, pela primeira vez, a participação da Galiza.

Entre os dias 21 e 30 de julho, o Rio de Janeiro receberá 13 espetáculos teatrais inéditos, todos com entrada franca, de Portugal, Angola, Cabo Verde, Moçambique e Brasil, totalizando 40 apresentações, em meio a uma programação gratuita que inclui ainda oficinas, debates, palestras, exposição de fotografias, shows e uma mostra gourmet. O  festival rende homenagem este ano ao principal grupo de teatro-dança de Cabo Verde, Raiz di Polon.

“A continuidade deste evento em alto nível só prova a importância do intercâmbio cultural”, comemora a atriz e produtora Tânia Pires, idealizadora do festival. “Começamos com dez espetáculos de cinco países. No ano seguinte, tivemos a entrada de Guiné-Bissau e já somávamos mais de 400 grupos inscritos e 31 mil espectadores nas duas edições. Agora, contabilizamos quase mil inscrições e 13 peças dos integrantes da CPLP, com a entrada de mais um país, a Espanha, representada pela Galíza, no novo módulo do Festlip: ‘Amigos da Língua Portuguesa’.

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Livro: Diálogo Portugal/Brasil século XXI


A obra "Diálogo Portugal/Brasil - Sécilo XXI, Novas Realidades, Novos Paradigmas" é o resultado do Seminário com o mesmo nome, realizado na Universidade Fernando Pessoa, em Lisboa, entre 21 de Novembro e 7 de Dezembro de 2006.

Com recurso ao património comum que resulta de um passado de partilha, o projecto em que o livro se insere passa por um debate sobre as transformaçõers vividas no presente e projecta um futuro que possibilite o aprofundamento das relações entre as duas Nações que se complementam.

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"Sete Sóis Sete Luas" - Festival de Música Popular Contemporânea nos Açoes



A vila da Madalena, ilha do Pico, é a única localidade dos Açores a acolher a edição deste ano do festival de música popular contemporânea "Sete Sóis, Sete Luas", dedicada às "melhores músicas do Mediterrâneo".

O cartaz musical do evento prevê a atuação amanhã (primeiro dia) do quarteto "Zoobazar", um grupo vindo de Madrid que promete interpretar "um novo mundo de sons", combinando vários elementos, como o folclore ibérico, o flamenco, a música balcânica, grega, turca, oriental e africana, assim como o rock, o funk e o jazz.

O espetáculo prossegue no domingo com a atuação do grupo "Les Voix du 7Sóis", um projeto idealizado em 2010 pelos organizadores do festival e que representa o espírito de pesquisa, experimentação e colaboração empregue na iniciativa.

As atuações na ilha do Pico, cujas entradas são gratuitas, voltam a acontecer a 13 de agosto, com a interpretação do grupo "Sinetiketa", da Andaluzia, composto por quatro jovens músicos que misturam diferentes melodias, culturas e tradições.

Este ano, o festival "Sete Sóis, Sete Luas", que nasceu em Portugal e em Itália, propõe um novo modelo de "identidade mediterrânica", procurando reinterpretar a tradição popular, através de novos ritmos e de diferentes misturas musicais.

O festival desenrola-se, atualmente, em 25 cidades de dez países diferentes, entre os quais Itália, Portugal, Grécia, Espanha, França, Marrocos, Israel, Cabo Verde, Croácia e Brasil.

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Comitiva brasileira visita empresas do sector da cerâmica portuguesa


Esteve nas Caldas da Rainha, durante alguns dias no início de Julho, uma pequena comitiva de responsáveis brasileiros que se deslocaram a Portugal para conhecer melhor o sector cerâmico.

No dia 5 de Julho visitaram o Cencal-Centro de Formação Profissional pra a Indústria Cerâmica,após terem estado na Feira Internacional do Artesanato (onde a Amazónia também tinha um pavilhão com produtos artesanais), em Lisboa, bem como em fábricas e ateliers de cerâmica de várias localidades portuguesas.

No Oeste visitaram a Molde e a Braz Gil Studio, o Museu da Fábrica das Faianças Bordalo Pinheiro. Em Alcobaça e Porto de Mós estiveram nas Cerâmicas S. Bernardo e na J. Coelho da Silva SA. No Ramalhal (Torres Vedras) estiveram na Uniceram e em Mafra visitaram a Olaria Batalha e a Aldeia de José Franco. Também foram visitados ateliers cerâmicos nas Caldas, Óbidos e Alcobaça, bem como a ESAD.

Do grupo fazia parte Daniel Borges Nava que é secretário de Estado de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídrico, Flávia Grosso, superintendente da Zona Franca de Manaus pertencente ao Ministério do Desenvolviment e Indústria , bem como a directora daquela instituição, Eliane Gomes e Jussaa Lummentz, pró-reitora académica da Universidade La Salle de Manaus.

Para Flávia Grosso, que é responsável pela dinamização da Zona Franca de Manaus (que conta com mais de 118 mil trabalhadores directos e meio milhão indirectos), esta foi uma visita muito proveitosa pois foi possível conhecer desde “a produção de tijolos e telhas até às várias formas de cerâmica decorativa e artesanato português, cuja produção é feita em pequena e em grande escala”.

Segundo aquela responsável, o governo brasileiro está apostado na consolidação de um pólo cerâmico dentro do pólo industrial de Manaus e por isso a pertinência desta visita a terras lusas, que decorreu no âmbito de um projecto de cooperação com o Cencal.

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Brasil: Arqueólogos acham peças de engenho de 1580

Engenho de açúcar - Fonte:www.infoescola.combrasil-coloniaengenho-de-acucar



Uma descoberta arqueológica em São Vicente, no Estado de São Paulo,  está ajudando a elucidar um período pouco documentado da história brasileira: o início do ciclo da cana-de-açúcar no país, que começou com os engenhos do litoral paulista. Escavações nas ruínas do Porto das Naus descobriram dois tanques de caldo de cana e mais de 400 fragmentos de peças usadas no engenho de Jerónimo Leitão, construído em 1580 na área próxima ao primeiro trapiche alfandegado do Brasil.

"Esses tanques eram utilizados para fazer melado e torrões de açúcar, que eram levados para Portugal. Acreditamos que tenham entre seis e dez deles nessa área", explica o arqueólogo Manoel Mateus Gonzalez, que comemora a descoberta das duas estruturas circulares feitas com grandes pedras, com raios de 2,2 metros e de 1,5 metro.

Entre as peças encontradas, Gonzalez destaca os fragmentos de "formas de pão de açúcar" - peças de cerâmica com pequeno orifício na extremidade, onde o melado era colocado depois de cozido para passar por decantação. Delas saíam torrões de açúcar para então serem levados à "casa de purgar", onde eram limpos, purificados, divididos e classificados segundo a qualidade.

Relatos históricos contam que o engenho de açúcar de Jerónimo Leitão funcionou junto à área do Porto das Naus de 1580 até pelo menos 1615, quando corsários comandados pelo pirata holandês Joris Van Spilbergen incendiaram a Vila de São Vicente. Antes do engenho, o Porto das Naus consistia num atracadouro de madeiras em estacas, que foi instalado oficialmente por Martim Afonso de Sousa em 1532, mas que desde 1510 já era utilizado por António Rodrigues e João Ramalho, o "Bacharel de Cananeia".

As escavações no Porto das Naus começaram em maio do ano passado e os tanques são a primeira grande descoberta do projeto, realizado pelo Centro Regional de Pesquisas Arqueológicas (Cerpa) em parceria com a Prefeitura de São Vicente.

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‘Lusofonia Global’ gera interesse pela CPLP, diz secretário de Estado


A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, é composta pelas oito nações que falam o idioma; entrada da Guiné-Equatorial pode ocorrer em 2012, mas bloco já chama a atenção de outros países como Ucrânia, Senegal, República Maurício e Austrália.

O aumento do destaque da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, entre nações que não falam o idioma, pode ser resultado de um novo conceito batizado de ‘lusofonia global’.

A opinião é do secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação português, Luís Brites Pereira. Ao ser perguntado pela Rádio ONU sobre a razão do interesse de países como Guiné-Equatorial e Ucrânia, entre outros, no bloco, o ministro lembrou o pilar de articulação política do grupo.
Conhecimento Mútuo

“Se a Cplp está na moda, se me permite a expressão, é porque está a encontrar outras formas de articular países, que à partida, estariam muito distantes fisicamente, mas estão muito próximos, em termos dos valores e da visão que têm do seu desenvolvimento em conjunto. Aqui há uma expressão que vale a pena usar que é ‘lusofonia global’. Esta visão de ser lusófono não está fechada entre ações com os seus membros, outras regiões, outros países. Por isso, há aqui um diálogo, mas o princípio é sempre o mesmo: conhecimento mútuo para identificar interesses e oportunidades que possam ser mutuamente benéficas”, afirmou.
De acordo com a assessoria de imprensa da CPLP, a Austrália instruiu o seu embaixador em Lisboa para acompanhar o trabalho do bloco, diretamente da sua sede na capital portuguesa. O Senegal tem estatuto de observador associado. Já a Guiné-Equatorial, um país de língua espanhola na África Ocidental, fez do português idioma oficial  para poder vir a integrar a CPLP .Uma possível entrada da Guiné na CPLP, como membro permanente, deverá ser analisada em 2012.

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Portugal destacado no festival de cinema de Bergamo - uma das obras aborda as relações Portugal/Brasil

Portugal destacado no festival de cinema de Bergamo


Portugal é o país convidado do Festival Internacional de Cinema d’Arte de Bérgamo, Itália, que decorre de 16 a 23 de julho. O filme do realizador português Abílio Leitão “Gabriel Abrantes: retrato de artista enquanto jovem”, e “A History of Mutual Respect”, do também realizador Gabriel Abrantes, serão projetados no dia 17 de Julho, avança o Instituto Camões.

O trabalho de Gabriel Abrantes, artista plástico e realizador, está em destaque neste festival. Ambos os realizadores - Gabriel Abrantes e Abílio Leitão - estarão presentes na noite de projeção das dos filmes, onde vão discursar sobre os seus trabalhos.

Gabriel está neste momento em competição no Festival de Curtas-Metragens de Vila do Conde, com o filme “Fratelli”, filmado em Itália a convite da embaixada portuguesa em Roma com o apoio da Fundação Volume e do Instituto Camões. Esta longa-metragem foi ainda selecionada para a competição oficial do próximo Festival de Veneza.

O jovem realizador Gabriel Abrantes, nascido em 1984, tem chamado a atenção pelo tom irreverente dos seus trabalhos, que muitas vezes passam pela fusão das artes plásticas com a sétima arte. A sua curta metragem "A History of Mutual Respect" - que tem como pano de fundo as relações pós-coloniais entre Portugal e o Brasil - arrecadou vários prémios, entre eles o Leopardo de Ouro do Festival de Locarno.

No que toca às artes plásticas, Gabriel Abrantes já expôs trabalhos em espaços de referência da arte contemporânea como o Palais de Tokyo ou o Museé d’Art Moderne de la Ville, em Paris.

Empresários portugueses comandam rede de supermercados no Rio de Janeiro


Uma rede de supermercados do Rio de Janeiro, liderada por seis sócios portugueses,  vem conquistando mais espaço  na cidade maravilhosa.

Manuel Leite, um dos sócios veteranos da rede, conta que a empresa surgiu em 1943 com um único armazém que funcionava no centro da cidade. “Naquela altura, não era supermercado ainda, era uma pequena mercearia, que pertencia a outra família portuguesa”, lembra o empresário natural de Santa Maria da Feira.

Manuel Leite assumiu a administração da empresa em 1951, ao lado os irmãos Gomes de Castro e Assunção, que também viajaram de Portugal para assumir o negócio que logo cresceria para se transformar numa pequena cadeia de venda a retalho.

Hoje, são 19 mega lojas espalhadas pelos bairros mais importantes do Rio de Janeiro e com perspetivas de ampliação já no próximo ano. A última expansão ocorreu no mês passado com a abertura de um supermercado na região da zona oeste da cidade, conhecida como Jardim Oceânico.

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Governo português "vai abrir as portas" ao investimento direto estrangeiro

O governo português "vai abrir as portas" ao investimento directo estrangeiro e acelerar "quanto possível" as privatizações de empresas públicas ou nas quais o Estado tem participação.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira (15), em Lisboa, pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar.

“O Investimento Directo Estrangeiro (IDE) é fundamental para sustentar o crescimento económico”, disse o ministro, enfatizando que o país se encontra numa conjuntura em que quer o Estado quer o sistema bancário enfrentam dificuldades para obter financiamentos.

Segundo Vítor Gaspar, serão respeitadas as “regras do mercado único sem reservas mentais”, para uma concorrência “transparente e justa”.

Privatizações

A venda das empresas públicas ou das participações do Estado vai ser feita em ritmo “tão acelerado quanto possível e apropriado”, disse o ministro.

Vítor Gaspar não apresentou prazos para as privatizações, mas admitiu que o momento não é o melhor para vender.

O ministro argumentou que as privatizações são essenciais para a economia do país pois possibilitarão, disse, “ganhos de eficiência” e diminuição dos “riscos para as finanças públicas”.

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EDP Renováveis duplica produção eólica no Brasil


A EDP Renováveis, empresa controlada pelo grupo EDP, duplicou a sua produção de energia eólica no primeiro semestre no mercado brasileiro. A electricidade gerada a partir do vento no Brasil, um dos seus mercados de actuação, totalizou 29 gigawatts hora (GWh) entre janeiro e junho, acima dos 14 GWh da primeira metade de 2010.

A EDP Renováveis contou ainda no Brasil com um melhor factor de utilização da potência instalada, que fechou o semestre em 24%, acima dos 23% de 2010. O mercado brasileiro tem, ainda assim, um registo de utilização dos parques abaixo da média do grupo, que foi de 32% no primeiro semestre.

Até junho a companhia tinha instalado 70 megawatts (MW) de nova potência eólica no Brasil, onde passou a contar com 84 MW de capacidade de geração de electricidade a partir do vento. Durante o primeiro semestre a EDP Renováveis concluiu o parque eólico de Tramandaí, no Rio Grande do Sul.

No final do mês passado a empresa portuguesa tinha 376 MW em fase de construção, sendo 231 MW na Europa (nomeadamente em Portugal, Espanha, França, Roménia, Polónia e Itália) e 144 MW nos EUA.

Segundo o relatórios de dados operacionais preliminares do primeiro semestre, a EDP Renováveis viu a sua capacidade aumentar 1.370 MW no espaço de um ano, chegando a junho com 7.163 MW de potência operacional.
A electricidade produzida entre janeiro e junho cresceu 27% face ao ano passado, para 8.790 GWh. Os Estados Unidos da América foram o maior mercado, seguidos de Espanha e Portugal

14.7.11

Estrada Colonial do Planalto Central - Primórdios portugueses de Brasília



A imagem de cidade símbolo do modernismo - escreve no Hoje em Dia o repórter Luís Cláudi Cicci - encobre um passado pouco visível e pouco conhecido do território onde está Brasília, história guardada em mapas e diários de viajantes, documentos que datam até do século XVII, da época do Brasil como parte do império português.

A mmenos de 20 quilómetros do Plano Piloto (centro de Brasília), resquícios de um traçado que atravessava o Brasil de ponta a ponta mostram que, apesar dos candangos (primeiros habitantes da cidade, vindos de todo o Brasil para trabalhar na obra de construção da capital federal)  serem mesmo os pioneiros na construção da capital federal, quase 400 anos antes bandeirantes e tropeiros eram os primeiros homens brancos a desbravar a vastidão do Planalto Central. (...)


A Estrada Colonial adotou lógica geográfica própria devido à ausência de rios caudalosoos no Planalto Central. O trajeto seguia pelo divisor de bacias hidrográficas, por isso eram raras as habitações à beira do percurso das comitivas. (...) Só dois anos depois de um tropeiro escrever o diário mais antigo que se conhece sobre a Estrada Colonial, veio, em 1736, o reconhecimento da Coro Portuguesa. A estrada recebeu então o nome de Real.

Sítio Novo, Rodeador, Contagem e Ponte Alta são designações geográficas ainda presentes nos mapas de hoje. "É uma sequência que confirma, que refaz o caminho da antiga estrada" - diz a Dra. Lenora Barbo, que o ano passado defendeu na Universidade de Brasília a tese "Preexistência de Brasília. Reconstruir o território para construir a memória."

Nordeste terá programas de TV em Portugal


A campanha Brazil Amazing Tour, que vai divulgar os nove Estados do Nordeste do Brasil em canais de televisão de Portugal e Espanha nos próximos dois meses, foi mostrada hoje no Salão do Turismo - Roteiros do Brasil.

Serão seis filmes de 30 minutos, veiculados na TVI 24 e na TVI Internacional, de Portugal, de 17 de julho (próximo domingo) a 31 de agosto; e na Viajar TV (a cabo), na Espanha, com exibição de 5 de setembro a 31 de outubro. O custo da ação de marketing, segundo Roberto Pereira, gerente executivo da Fundação CTI Nordeste, é de R$ 13,5 milhões. Os recursos são da Embratur e da verba descentralizada dos nove Estados do Nordeste.

Os filmes foram fruto de uma produção demorada e cuidadosa. Durante dois meses, um casal de turistas passeou pelo Nordeste para entrevistar pessoas e mostrar lugares. Ele é o ator português João Pedro Santos. Ela é a atriz espanhola Maitê de Obes. Os programas foram agrupados por Estados. São três unidades da federação em cada peça: Bahia, Sergipe e Alagoas; Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte; e Ceará, Maranhão e Piauí.

Segundo Marcelo Braga, produtor executivo da Volcano Hotmind, empresa responsável pela filmagem e pela veiculação, a exibição nas emissoras de televisão de Portugal e Espanha será em horário nobre, com três inserções por semana.

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Presidente do grupo EDP destaca importância do Brasil como "mercado prioritário"


O presidente da EDP, António Mexia, afirma em entrevista à agência Reuters que o grupo português pretende "manter o controlo" sobre a sua subsidiária brasileira EDP Energias do Brasil, afastando assima possibilidade de venda de mais acções.

“O Brasil é um mercado prioritário e a nossa intenção firme é manter o controlo”, diz Mexia.

O presidente do grupo de energia destaca na entrevista os fundamentos da actividade no Brasil que, disse, "são atractivos, nomeadamente em potencial de crescimento, tendo a evolução nos últimos anos sido significativa, com o reequilíbrio entre produção e distribuição, e com uma remuneração muito interessante para os seus accionistas, nomeadamente para a EDP".

A EDP concluiu nesta semana a operação de redução do capital próprio na subsidiária brasileira EDP Energias do Brasil de 64,8% para 51%, tendo vendido terça-feira um lote suplementar de 1.991.950 ações, correspondentes a 10% das ações inicialmente oferecidas .

“Com a conclusão desta oferta e considerando o exercício da opção de compra de ações suplementares, a EDP obterá um encaixe financeiro total bruto de cerca de 810,7 milhões de reais (correspondente a cerca de 362,3 milhões de euros)”, lê-se no comunicado enviado pela empresa à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários/CMVM.

Política editorial do livro em língua portuguesa precisa-se – considera professora brasileira


Laura Cavalcante Padilha, professora na Universidade Federal Fluminense, no Brasil, considera que “não há uma política editorial do livro escrito em língua portuguesa”.

A professora de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, que hoje falará em Lisboa na abertura do colóquio internacional sobre literaturas africanas de língua portuguesa, disse à agência Lusa que “o grande problema é uma coisa chamada gueto”.

“Nós precisamos de, no espaço da língua portuguesa, nos juntarmos, criar uma rede, para que não tenhamos gueto. Quem nunca leu Camões? Eu fui formada lendo Camões. Camões é meu poeta! Assim como eu tenho certeza que Drummond e Manuel Bandeira são poetas aqui, de Portugal, e angolanos, e cabo-verdianos”, defende.

Laura Cavalcante participa no colóquio “Percursos, trilhos e margens: receção e crítica das Literaturas Africanas em Língua Portuguesa”, que decorre no pólo de Lisboa do Centro de Estudos Sociais (CES).

As literaturas africanas de língua portuguesa “só não evoluem mais por causa da circulação do livro”, analisa a investigadora, recordando que “o livro que é produzido na África, em Angola, em Moçambique, em Cabo Verde, não chega” ao mercado brasileiro. “Se são lidos? São. Mia Couto é ‘best seller’ no Brasil. Mas é preciso que outros sejam publicados”, refere.

Por outro lado, estas literaturas africanas chegam ao mercado português porque algumas editoras lhes prestam atenção, mas seria preciso que os livros editados em Portugal circulassem no Brasil “de uma forma menos cara”, defende, pedindo “um ordenamento político-cultural mais consistente”.

Simultaneamente, “há escritores portugueses maravilhosos que não chegam”, e vice-versa. “Há muito mais do que o Paulo Coelho [no Brasil], mas quem é que lê isso que é mais do que o Paulo Coelho? Quem é que lê uma Adélia Prado, quem é que lê os romancistas brasileiros? Ninguém”, lamenta.

O colóquio começou hoje e prolonga-se até sexta-feira, propondo uma reflexão a académicos, editores (Caminho, Afrontamento e D. Quixote) e representantes de instituições culturais envolvidos na produção e divulgação das literaturas africanas de língua portuguesa.

Entre os escritores presentes estão a angolana Ana Paula Tavares e a guineense Odete Semedo.

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Maior Festival de Animação da América Latina com 7 filmes portugueses


O Anima Mundi, maior festival internacional de animação da América Latina, começa amanhã no Rio de Janeiro com uma seleção de mais de 400 filmes, de 44 países, entre eles sete portugueses e uma coprodução luso-austríaca.

O certame, que também conta com palestras e oficinas sobre o tema, terá este ano, como um dos convidados especiais, o realizador brasileiro Carlos Saldanha, criador de «Rio», último longametragem lançada pelos estúdios Pixar.

Outro convidado ilustre é o espanhol Fernando Trueba, que virá ao Rio especialmente para lançar «Chico e Rita», a sua primeira longa de animação. O filme, que conta a história de amor entre uma cantora e um pianista, passa-se em Havana, capital cubana, no final da década de 1940.

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Lusofonia: Portugal quer "reforçar o projeto CPLP"


Portugal quer "reforçar o projeto CPLP" e está a trabalhar com a presidência angolana da comunidade lusófona para aumentar a coordenação política junto da ONU, disse à Agência Lusa o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Luís Brites Pereira.

A escolha de três países lusófonos -- Angola, Moçambique e Brasil -- para primeiras deslocações do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, mostra a prioridade do Governo relativamente a uma "visão e valores partilhados da CPLP", referiu o secretário de Estado português, à margem de uma ronda de encontros em Nova Iorque.

"Há uma grande preocupação deste Governo, e do ministro em particular, de reforçar a cooperação e o projeto CPLP", adiantou Luís Brites Pereira.

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Unidas, subsidiária do grupo português SAG, conclui aumento de capital


A Unidas, subsidiária brasileira do grupo português SAG - Soluções Automóvel Globais, concluiu esta quarta-feira o seu aumento de capital no valor de R$ 300 milhões, permitindo a entrada de três novos sócios na sua estrutura accionista.

Os novos parceiros da SAG na Unidas são fundos geridos pelas sociedades Gávea, Kinea (esta do grupo Itaú) e Vinci, conforme o grupo português já tinha comunicado no passado dia 3 de junho.

Em consequência desta transacção, a SAG passou a deter uma participação de cerca de 53% no capital da Unidas, informou o grupo português em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Fundada há 25 anos, a Unidas é detentora da segunda maior frota de aluguer de automóveis do Brasil, com 29 mil veículos distribuídos por mais de 100 pontos de atendimento. A empresa conta com aproximadamente 800 colaboradores e 300 mil clientes.

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Rede Ibero-americana de Promoção do Comércio Externo reúne no Uruguai


Integrantes da Rede Ibero-americana de Organizações de Promoção do Comércio Exterior (RedIbero), formada pelas agências de promoção comercial de 20 países da América Latina e Caribe, além de Espanha e Portugal, reúnem nesta quinta e sexta-feira (dias 14 e 15), em Colónia do Sacramento, no Uruguai.

A reunião vai debater o tema “Cadeias produtivas regionais”, dando sequência à elaboração do Projeto Bem Público Regional, que está sendo desenvolvido em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O objetivo do projeto é elaborar, em dois anos, uma Estratégia Regional de Promoção de Exportações e Investimentos Estrangeiros Diretos, que será traçada a partir da discussão de três temas: imagem regional, cadeias produtivas e exportação de serviços.

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13.7.11

Portugal presente em Congresso Internacional de Formação, no Paraná


Curitiba, no Estado brasileiro do Paraná, sedia de hoje a sexta-feira  um dos mais importantes eventos sobre Educação do Brasil : o Educador Futuro, que reúne os principais educadores do país e mais de 40 palestrantes do Brasil e do exterior.

Portugal estará representado pelo Professor Rui Trindade, investigador e docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.

O evento acontece no Expo Unimed Curitiba, juntamente com o 10º Congresso Internacional sobre Formação de Professores e do 1º Seminário Internacional de Gestão em Educação.

Vinhos portugueses na mesa cearense




















A presença de Portugal na gastronomia brasileira é incalculável. Nas mesas cearenses, as iguarias do país-irmão fazem sucesso e aguçam os paladares.

Os vinhos estão no topo dessa saborosa lista. Fazendo valer a predileção pelo gosto português, Fortaleza sediou, na última semana, o concurso Portugal Wine Expert, que procura investir na formação de atendentes de vinhos, sommeliers, garçons, maitres e estudantes do setor.

A competição estava incluída na programação do Portugal Wine and Food Meeting, realizado pela Associação Brasileira de Arte e Cultura (ABAC) e Gran Marquise Hotel, com o apoio da Câmara Brasil-Portugal no Ceará.

O júri, formado por jornalistas, professores de enologia, chefs e sommeliers, escolheu Renato Brasil entre os 42 inscritos. Além do prêmio, ganhou uma bolsa de estudos de oito dias em Portugal para conhecer as produções de diferentes tipos de vinhos.

Na ocasião, sob a coordenação de José Carlos Santanita, sommeliers e presidente da Wine Academy, foram degustadas 19 amostras da bebida. O júri destacou as seguintes: Monte D’Ervideira Reserva Rosé Champenoise (espumante rosé), Monte D’Ervideira Brut Champenoise (espumante branco), Conceito 2009 (vinho branco), Conde de Vimioso Reserva 2007 (vinho tinto) e Rozès 10 anos Infanta Isabel (vinho do Porto).

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Maestro português Osvaldo Ferreira assume regência da Orquestra Sinfónica do Paraná


O maestro português Osvaldo Ferreira assumiu a regência da Orquestra Sinfónica do Paraná.

Osvaldo Ferreira completou o Curso Superior de Violino no Conservatório de Música do Porto. Concluiu o mestrado em Direção de Orquestra em Chicago (Estados Unidos) e a pós-graduação no Conservatório de São Petersburgo (Rússia).

O maestro tem sido regularmente convidado a participar nos principais festivais de música de Portugal, tendo dirigido orquestras na Rússia, Europa, Brasil e Estados Unidos. Em 2008, Osvaldo Ferreira assumiu a direção artística da fase erudita da Oficina de Música de Curitiba a convite da Fundação Cultural.  Substitui agora na Orquestra Sinfónica do Paraná o maestro Alessandro Sangiorgi, que esteve no cargo desde 2002.

Auto-definição

"Se eu puder me definir, gosto muito do repertório contemporâneo, aqueles do século XX, como Ravel. Essa linguagem nova e realista me atrai.

Mas eu não vejo a música clássica separada da contemporânea. A modernidade existe por consequência de um passado. Para desenvolver o meu trabalho, eu faço uma procura, entro em contato com escolas para descobrir novas composições."

"O artista que marca história é aquele que provoca. Beethoven foi revolucionário e no princípio não gostavam de suas primeiras obras, hoje suas canções são aplaudidas por várias gerações".

Maestro Osvaldo Ferreira

Reestruturação da Oi "tem de estar alavancada na Portugal Telecom" - diz Zeinal Bava


A Portugal Telecom (PT) está a ter cada vez mais relevo na operadora brasileira Oi.  O presidente executivo da empresa portuguesa, Zeinal Bava, garante que a reestruturação da Oi terá de ser "alavancada na PT". Sobre a possibilidade de fusão entre as duas operadoras - apoiada por alguns accionistas da PT, o responsável não tece comentários.
Na semana passada, Zeinal Bava encontrou-se com o ministro das Comunicações brasileiro, Paulo Bernardo, que diria mais tarde que Bava "demonstrou que está muito à vontade na empresa". Questionado sobre o que achava do cenário de uma fusão entre PT e Oi a médio prazo, o ministro afirmou que a operadora portuguesa tem fama de ser "uma boa empresa de gestão", e que a sua entrada "é uma coisa boa para a Oi".

Leia no Diário Económico

Chefe português Vítor Sobral abre restaurante em São Paulo

Com 44 anos, Vítor Sobral é o defensor da cozinha portuguesa. Depois de ter tido restaurantes mais sofisticados e caros, o chefe quer agora fazer comida para se comer todos os dias. A Tasca da Esquina e a Cervejaria da Esquina, em Lisboa, são as apostas d

"Tasca da Esquina, boa tarde." Do outro lado da linha, um sotaque brasileiro e uma empregada pronta a reservar uma mesa. Até aqui tudo bem, e as probabilidades de o restaurante se situar em Lisboa ou São Paulo não aumentam para nenhum dos lados por sermos acolhidos por um caloroso sotaque paulistano.

Mas avançamos que esta tasca não fica em Lisboa e sim no Brasil. O chefe Vítor Sobral, que começou a fazer bolos com a mãe e a impressionar os amigos nas férias, falou no dia da inauguração do seu restaurante no Brasil, na passada quarta-feira.

A distância de um oceano e as ondas electromagnéticas não interferiram numa conversa sobre açordas, trufas, romances, relações liberais e até acidentes com explosões. Agora com 44 anos, Vítor Sobral percebeu cedo que queria ser cozinheiro. É um dos principais chefes portugueses e o primeiro cozinheiro a ser condecorado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.

A Tasca da Esquina em São Paulo é parecida com a de Lisboa?
Vítor Sobral - "A nível de filosofia sim, o que muda é que a Tasca da Esquina é numa casa, não é na parte de baixo de um edifício, e tem mais 25 lugares. A comida vai ser igual 96%. Estou a introduzir produtos que não se comem no Brasil, como amêijoas, farinheira, polvo. Os brasileiros estão numa fase de recordar os sabores portugueses, por isso é um bom momento para abrir um restaurante."

O que mais gostam da nossa comida?
Vítor Sobral - "Identificam Portugal com bacalhau, é um mal mundial. Não sei porquê só bacalhau. Temos uma diversidade de peixe e de mariscos como poucos países têm e a nível das carnes também. O nosso ADN é sempre ligado ao bacalhau, mas vou mudar isso."

Leia a entrevista na íntegra aqui

Brasil seleciona projetos de parcerias com Portugal para formação profissional


Instituições brasileiras e portuguesas que desenvolvem projetos conjuntos de pesquisa nas áreas de Ciências Biológicas e Saúde e Engenharias, nas especialidades mecânica, transporte e logística, além de aeronáutica espacial podem  inscrever-se em edital da Capes lançado segunda-feira . O edital tem também a parceria do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), de Portugal.

O objetivo é promover o intercâmbio científico entre instituições de ensino superior (IES) do Brasil e o IGC para a formação de recursos humanos de alto nível nos dois países.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pela internet, até ao dia 1º de setembro, mediante o preenchimento do formulário de inscrição. Os requisitos para candidatura e os documentos que devem ser anexados eletronicamente ao formulário de inscrição estão disponíveis no edital.

A seleção será feita em quatro fases e o resultado final deve ser divulgado em janeiro de 2012. Os projetos conjuntos de pesquisa aprovados começarão a ser executados em 2012.

Entre os benefícios previstos estão missões de trabalho, missões de estudo, ajudas de custo, seguro de saúde, subsídio de instalação e passagens aéreas.

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BBN Brasil vai representar grupo português E-goi


O grupo BBN Brasil que integra a BBN Internacional (The Business Branding Network) acaba de obter o direito de representar no Brasil com exclusividade a Plataforma de Marketing Multicanal online da empresa de origem portuguesa, E - Goi, a única no mercado com cinco canais digitais (Email, SMS, Voz. Fax, MMS). A empresa, já atua na Europa e nos Estados Unidos.

O aumento crescente de clientes no Brasil precipitou essa decisão. De acordo com Miguel Gonçalves, diretor-geral da Plataforma, essa é uma decisão tomada no seguimento do crescimento da E-goi e do próprio mercado brasileiro, cujo potencial é enorme. “Nossos objetivos são aumentar o volume de negócios e crescer como marca, nos posicionando como Plataforma de Marketing Multicanal online, low cost para empresas de todos os portes e atendimento em Português do Brasil, os principais diferenciais deste software, diz ele.

No passado, a televisão e o marketing direto eram considerados canais de marketing outbound privilegiados, enquanto que, em sentido inverso, o marketing inbound gravitava à volta dos call centers e das lojas. A Internet mudou tudo isso. Mudou hábitos. Mudou comportamentos. É difícil conjugar verbos como comer, trabalhar, ler, pagar, recrutar e socializar sem ela. Mudou para sempre a forma como se compram e vendem produtos e serviços.

Segundo o CEO da BBN Brasil, Augusto Nascimento, “O mundo é cada vez mais multicanal, integrado em diversas mídias, cada qual com suas estratégias de marketing, comunicação, branding, relacionamento e fidelização. As ações que mais se adequam às necessidades e expectativas do cliente e aos objetivos da empresa para cada momento do relacionamento. As novas formas de atrair e fidelizar clientes estão, em grande parte, pautadas na utilização do ambiente online”, diz ele.

Perfil- O E-goi é uma plataforma de difusão de informação publicitária, promocional e institucional através da Internet, da rede móvel e da rede fax. Idealizado e desenvolvido em Portugal como aplicação completamente autónoma via Web, o E-goi encontra-se equipado com funções avançadas de gestão de campanhas, listas e usuários, providenciando uma valiosa ferramenta de marketing para empresas e instituições que desejem comunicar de forma individualizada e consentida com um vasto público-alvo.

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Miguel Sousa Tavares no Festival Literário do Tocantins



O jornalista e escritor português Miguel Sousa Tavares é um dos convidados da Feira Literária Internacional do Tocantins/ FLIT,  que decorre de 25 de julho a 3 de agosto, em Palmas, capital daquele Estado brasileiro.

Miguel Sousa Tavares, que tem nove livros publicados, alguns deles no Brasil, apresenta-se  quinta-feira, 28, às 20h30.

O seu livro ‘Equador’, escrito em 2004, foi best-seller, traduzido para mais de uma dezena  de línguas. O último, ‘Rio das Flores’ teve uma primeira tiragem de 100 mil exemplares.

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EDP Brasil conclui operação de venda de ações



A EDP concluiu a operação de redução do capital próprio na subsidiária brasileira EDP Energias do Brasil de 64,8% para 51%, tendo vendido terça-feira um lote suplementar de 1.991.950 ações, correspondentes a 10% das ações inicialmente oferecidas .

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDP informa que no âmbito da oferta pública de distribuição secundária de acções da EDP Energias do Brasil foi ontem exercida integralmente pelo Morgan Stanley, como agente estabilizador, após notificação às restantes instituições coordenadoras da oferta, "a opção de compra de ações suplementares ('greenshoe'), respeitante a um lote suplementar de 1.991.950 ações, correspondentes a 10% das ações inicialmente oferecidas".

Estas ações do lote suplementar foram vendidas pelo mesmo preço das ações inicialmente oferecidas, ou seja, 37 reais. O encaixe financeiro bruto relativo a este lote ascende a cerca de 73,7 milhões de reais (cerca de 33,3 milhões de euros).

“Com a conclusão desta oferta e considerando o exercício da opção de compra de ações suplementares, a EDP obterá um encaixe financeiro total bruto de cerca de 810,7 milhões de reais (correspondente a cerca de 362,3 milhões de euros)”, lê-se no comunicado enviado à CMVM.

Com esta operação, a EDP diminuiu a sua posição no capital da Energias do Brasil de 64,8% para 51%.

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12.7.11

Academia Portuguesa das Artes e Ciências Cinematográficas


Está formalmente criada a Academia Portuguesa das Artes e Ciências Cinematográficas. Na sexta-feira passada foi assinada a escritura que marca o nascimento da academia de cinema e um dos seus principais objectivos é a atribuição de prémios em moldes semelhantes aos Óscares.

Um sonho antigo de muitos profissionais do cinema português toma agora forma pela mão dos dez fundadores e constituintes da direcção provisória, que vigorará até às eleições previstas para Setembro. São eles os realizadores Miguel Gonçalves Mendes e António Ferreira, os produtores Paulo Trancoso, Fernando Vendrell, Tony Costa e Maria João Sigalho, as actrizes Inês de Medeiros e Anabela Teixeira, o guionista João Nunes e a directora de casting Patrícia Vasconcelos.

No site oficial, em http://www.academiadecinema.com/, podem já ler-se os estatutos e acompanhar todo o processo evolutivo desta academia de cinema sob o lema “A academia promove e apoia o cinema português em toda a sua diversidade”.

A academia, que já existe em vários países europeus, pretende atribuir prémios com os contornos dos americanos Óscares ou dos espanhóis Goya já no próximo ano, uma vez que 2011 prevê-se um bom ano para o cinema português, segundo o Instituto do Cinema e do Audiovisual e as palavras de Paulo Trancoso: “Calcula-se que em 2011 haja 21 estreias de longas-metragens de ficção e 7 estreias de longas-metragens de documentário”.

Não é, no entanto, este o único propósito da associação cultural sem fins lucrativos. O grande objectivo é promover o cinema português dentro e fora do país e dar-lhe um voto de confiança. Além disto, Trancoso refere que a academia poderá “aproximar o cinema português do público e promover estudos e trabalhos sobre o sector”.

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Jacinto Rego de Almeida - uma trama repartida entre Portugal e Brasil


A sua vida podia dar um livro, mas Jacinto Rego de Almeida prefere inventar a vida das personagens que povoam os seus livros de ficção. O seu mais recente romance, “A verdadeira história do bandido Maximiliano”, chegou há pouco às livrarias e tem uma trama repartida entre Portugal e o Brasil.

Tal como a vida do autor se tem dividido por essas paragens. Abandonou a Marinha e tornou-se exilado político nos tempos de Salazar, foi conselheiro económico da Embaixada de Portugal no Brasil após o 25 de Abril e hoje vive no remanso da terra natal, Alcanhões, no concelho de Santarém.

O importante para ele, sublinha marcando o território, é o seu novo livro e não a sua vida que, na opinião do jornalista, tem alguns episódios dignos de serem contados. E por isso acaba por falar, sem se alongar muito, da sua fuga da Marinha, do exílio em França e no Brasil, de Alcanhões e de Santarém. Uma conversa com um homem discreto, que gosta de viver sossegado com a esposa tratando da casa, dos terrenos e da vida das personagens que vai inventando para os seus textos de ficção.

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Empresa portuguesa ASK estimula investimentos em Portugal e no Brasil

Ajudar PME (pequenas e médias empresas) a internacionalizarem-se é uma das tarefas da empresa portuguesa Ask, que se autodenomina boutique financeira.

O Brasil é um dos principais mercados de investimento dos clientes da Ask, que tem também uma sociedade em Angola e um escritório em Madrid. 'Temos levado muitas empresas portuguesas a investir no Brasil", declarou um dos fundadores e presidente executivo da Ask, Nuno Fernandes Thomaz, que sustenta ser o Brasil "um mercado onde as empresas têm de estar".

O "empurrão" da Ask a uma vintena de empresas tem sido feito via aquisições locais, constituição de empresas no Brasil ou "joint-ventures", garantindo a Ask o apoio na escolha dos parceiros, ajuda no financiamento e planeamento. Como Fernandes Thomaz diz, "fazemos a internacionalização de A a Z".

Em 2009 foi constituída a Ask Brasil, com dois sócios locais. A Ask Portugal tinha, então, 50% da sociedade. Agora, com a entrada de mais um sócio, a Ask Portugal reforçou no Brasil, ficando com uma fatia de 51,5%.

No Brasil, a Ask tem 18 pessoas e em Angola tem sete elementos. Levar as empresas portuguesas para estes países tem sido um dos negócios da Ask. Nuno Fernandes Thomaz acredita que "temos feito com grande sucesso".

Se o objectivo é ajudar as empresas a internacionalizarem-se, Nuno Fernandes Thomaz não esconde que a Ask acaba também por trazer investidores desses países a Portugal. Os brasileiros, por exemplo, estão actualmente particularmente dinâmicos no imobiliário.

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Escritor português José Jorge Letria fala sobre crianças do Brasil e futuro dos livros

Versos para os Pais Lerem aos Filhos em Noites de Luar

O escritor português José Jorge Letria, um dos mais prestigiados autores infanto-juvenis do país, também faz  sucesso no Brasil com uma série de livros lançados pela Editora Peirópolis.

Entre eles, estão "Avô, Conta Outra Vez", "Os Animais Fantásticos" e "Versos para os Pais Lerem com os Filhos".

Em entrevista,  o autor fala sobre a emoção de ter suas obras lidas pelas crianças do Brasil, comenta quais os autores que ainda o influenciam, a beleza e qualidade dos escritores brasileiros e a importância da literatura-infantil para as novas gerações.

Acha que poderia ocorrer uma melhor troca de saberes entre autores portugueses e brasileiros?


José Jorge Letria: Não tenho dúvidas de que essa "ponte cultural" poderia funcionar muito melhor do que funciona, mas isso depende da vontade política dos governos, das apostas dos editores, do interesse dos leitores e da capacidade de darmos um conteúdo mais dinâmico ao conceito de Lusofonia. Está ainda muito por fazer, reconheço, e vale a pena investir nesse caminho comum.

Leia a entrevista na íntegra na Folha de São Paulo

Escritor português Valter Hugo Mãe esgota romance na Festa Literária Internacional de Paraty

Brasil: português esgota romance em feira literária

O escritor português Valter Hugo Mãe esgotou o seu romance na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), no Brasil, na passada sexta-feira. A obra “A máquina de fazer espanhóis” foi o único livro a esgotar na livraria do evento.

O escritor esteve cerca de quatro horas e meia a dar autógrafos durante o evento, tendo surgido em destaque na capa dos principais jornais brasileiros do fim de semana.

O escritor português foi o único a ter um livro esgotado na FLIP, que decorre desde 2003, na livraria da Vila, conhecida cadeia de livrarias de São Paulo que todos os anos realiza o festival na cidade de Paraty.

Além da obra que esgotou durante a festa literária, também o romance “O remorso de Baltazar Serapião”, do mesmo autor, esteve à venda nas prateleiras, tendo sido editado no Brasil há poucos meses pela editora “34”.

O romance “A máquina de fazer espanhóis” conta a história de António Silva, de 84 anos, que atravessa a fase mais feliz da sua vida, e se confronta com uma alegria complexa e difícil de aceitar, transformando completamente o seu mundo. A obra foi lançada em Portugal, em 2010, pela editora “Objetiva”.

Valter Hugo Mãe, além de escritor é também artista plástico, cantor e dj. Editou quatro romances, tendo ganho o prémio literário José Saramago, em 2007, com a obra “O remorso de Baltazar Serapião”.

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Livro: "Portugal/Brasil, uma década de expansão das relações económicas 1992-2002"


Durante a maior parte do século XX, apesar da proximidade linguística, histórica e cultural, as relações económicas entre Portugal e o Brasil declinaram ou tiveram fraca expressão. Todavia, desde 1992, assistiu-se a uma inversão clara deste processo, e os laços económicos entre os dois países ganharam novamente relevância.

Neste contexto, é de destacar, sobretudo a partir de meados da década de 90, o grande aumento dos investimentos portugueses no Brasil mas, importa igualmente sublinhar, tratou-se de uma tendência que atingiu a generalidade dos sectores no período, frequentemente em ambos os sentidos. Entre outros aspectos, como uma maior estabilização macroeconómica, por exemplo – a nova viragem histórica coincidiu com a crescente internacionalização das duas economias e o aprofundamento das respectivas integrações regionais.

Nestas condições, levando em conta a concorrência acrescida, há que reconhecer que as empresas portuguesas e brasileiras desempenharam um papel de primordial importância em todo o processo, o que, atendendo ao facto da sua própria internacionalização se encontrar ainda numa fase inicial, torna o caso muito interessante para diversos agentes, designadamente para fins de investigação.

Assim, era fundamental repensar o curso recente das relações económicas luso-brasileiras à luz das contribuições teóricas que têm emergido na ciência económica nos últimos anos, em particular alargando o campo de análise aos referidos factores de ordem linguística, histórica e cultural e ao seu impacto sobre os investimentos, o comércio e os demais fluxos.

Esta tarefa era tanto mais importante quanto o processo foi acompanhado por grandes incompreensões, designadamente de natureza política, em Portugal. Em breves palavras, analisando a nova fase das relações económicas luso-brasileiras, esta obra procura responder às questões levantadas e lançar as bases de uma abordagem estratégica e fundamentada, a um nível cada vez mais importante do relacionamento bilateral.

Ramos Silva, J. 
Portugal/Brasil, uma década de expansão das relações económicas 1992-2002, Terramar, Lisboa


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Brasil abre inscrições para coprodução de filmes com Portugal


A Agência Nacional de Cinema do Brasil (Ancine) abriu  inscrições para a produção de dois filmes, de longa-metragem, em parceria com Portugal, nos géneros ficção, documentário ou animação.


A seleção de candidatos está aberta até 28 de agosto. A participação brasileira nas coproduções será de US$ 150 mil dólares, para cada projeto.

A parceria entre o Brasil e Portugal na área do cinema foi firmada em 2007 no Protocolo Luso-Brasileiro de Coprodução Cinematográfica, assinada pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (IP), de Portugal, e a Ancine, do Brasil.

Mais informações no site da Ancine -
http://www.ancine.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=1772

Turismo brasileiro em Portugal cresce 22,8% em Maio


A generalidade dos indicadores da actividade turística em Portugal continuou a registar crescimentos nos primeiros cinco meses de 2011, com destaque para o comportamento das dormidas (que ultrapassaram os 13 milhões até Maio). Neste campo destacam-se os aumentos nos mercados britânico (+ 34,6%) e brasileiro (+ 22,8%), segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística.

Os estabelecimentos hoteleiros nacionais ultrapassaram os 3,6 milhões de dormidas no mês de Maio, o que representou um crescimento em termos homólogos de 8,2%. O aumento substancial das dormidas de estrangeiros compensou amplamente a quebra dos turistas nacionais (- 10,6%), que inverteram a tendência de dois meses consecutivos com resultados positivos.

Igualmente positivo, foi o comportamento dos proveitos turísticos que atingiram, em Maio, os 176,6 milhões de euros, o que equivale a uma variação de + 7,3% face ao mesmo mês do ano transacto.

Madeira e Lisboa apresentaram os melhores resultados em termos de proveitos totais, registando crescimentos de 29,0 e 12,4%, respectivamente. O  forte acréscimo de dormidas de estrangeiros verificou-se em todas as regiões do País, com excepção dos Açores, tendo atingido valores superiores a 11% em todas elas. O Norte e o Centro subiram 11,6%, Lisboa 13,5%, o Alentejo 24,8%, o Algarve 15,6% e a Madeira uns espectaculares 37,3%.

O comportamento do mercado brasileiro corresponde ao esforço de promoção do Turismo de Portugal - com a campanha específica para este mercado “Está na hora de você descobrir Portugal” – e ao reforço das ligações aéreas desenvolvidas pela TAP, que já tem mais de 70 frequências semanais a partir de dez cidades do Brasil.

Ao mesmo tempo, nos mercados europeus e particularmente no britânico, tiveram relevante efeito conjunto, não só, as campanhas promocionais internacionais do Turismo de Portugal - “Portugal – The beauty of simplicity” -, como também, o apoio a novas rotas aéreas de interesse turístico, que tornaram os destinos nacionais ainda mais acessíveis e divulgados.

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Editoras portuguesas poderão receber incentivos do Brasil para reeditar autores brasileiros


  Carlos Drummond de Andrade - um dos maiores poetas e escritores da língua portuguesa

Editoras portuguesas poderão beneficiar do Programa de Bolsas de Tradução e Publicação de autores brasileiros no exterior, lançado pelo governo brasileiro,  que prevê investimentos de 5,4 milhões de euros para os próximos dez anos.

Embora não precise de tradução, Portugal terá direito a receber apoio para a publicação. Enquadram-se nos requesitos para receberem os incentivos, os livros que já foram editados noutro momento e estejam esgotados ou fora do mercado há pelo menos três anos.

"Por exemplo, uma editora que já tenha lançado Drummond [o poeta Carlos Drummond de Andrade] no mercado português e agora queira fazer uma reedição com alguma modificação, pode perfeitamente candidatar-se", declarou o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim.

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"Agostinho da Silva, prefigurador da Comunidade Lusófona – nos 15 anos da CPLP"


"Agostinho da Silva, prefigurador da Comunidade Lusófona – nos 15 anos da CPLP” é o tema da segunda tertúlia de um ciclo dedicado ao pensador e filósofo português, que se realiza no sábado, dia 16 de Julho, às 18h00, na Casa Bocage, em Setúbal, Portugal.

Nesta sessão participa Renato Epifânio, membro do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira e da direção da Associação Agostinho da Silva, que apresenta o mais recente número da revista “Nova Águia”.

Pedro Martins, investigador de filosofia e cultura portuguesas, apresenta neste encontro o seu primeiro livro, intitulado “O Anjo e a Sombra”, que tem como ponto de partida a filosofia portuguesa.

Após esta sessão, o ciclo “Em torno de Agostinho da Silva”, a decorrer até novembro, na Casa Bocage, numa iniciativa da Câmara Municipal e da Associação Agostinho da Silva, regressa em setembro com um novo encontro.

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Brasileiros são maioria entre estrangeiros que vivem em Portugal - revela estudo da OCDE


Dos 457 mil estrangeiros que vivem em Portugal, os brasileiros são maioria, seguidos pelos ucranianos e cabo-verdianos, segundo relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), divulgado hoje, em Bruxelas. Os dados  referem-se a 2009 e indicam que houve aumento de imigrantes no país.

"O maior grupo é o dos brasileiros (que respondem por 26 por cento do total da população estrangeira com uma autorização de residência válida), seguidos dos ucranianos (12 por cento) e dos cabo-verdianos (11 por cento)», refere o estudo.

O número de naturalizações continua a subir e atingiu um novo pico de 25 500 em 2009, acima de sete vezes mais do que o nível de 2006", sendo que a maior parte tem origem nos Países de Língua Oficial Portugesa/ PALOP: Cabo Verde, depois Guiné-Bissau, Angola e Brasil..

Criada em 1948, a OCDE reúne 34 países que apresentam elevado índice de desenvolvimento humano (IDH).

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11.7.11

História: Há 300 anos, Coroa portuguesa elevou São Paulo a cidade



Há 300 anos, São Paulo não passava de um aglomerado de 210 casas de taipa em ruas de terra batida, com sete igrejas e quatro bicas d"água. Tinha mil habitantes: índios escravizados, portugueses recém-chegados e mamelucos filhos da terra. Em 11 de julho de 1711, o povoado do alto da serra pela primeira vez ganhou importância: não era mais uma vila. Faz hoje  300 anos que São Paulo virou cidade.

No dia em que o então rei de Portugal, D. João V, assinou em Lisboa a ordem régia que oficializou a elevação, os vereadores paulistanos discutiam na Câmara a crise mais grave do seu tempo: faltava sal na cidade. O transporte ilegal de éguas pelo caminho do mar também preocupava. E as procissões religiosas estavam sendo comprometidas por "rapazes, carijós e negros", que atentavam contra a "compostura e decência".

Os vereadores discutiam assuntos corriqueiros quando descobriram, oito meses depois da elevação, que haviam recebido a honraria da Coroa. Em 2 de fevereiro de 1712, São Paulo foi chamada de "cidade" pela primeira vez.

Na prática, a elevação permitia que a cidade pudesse servir de residência para o governador e capitão-mor da capitania de São Paulo e Minas do Ouro e que ganhasse um bispo. Como vila, isso não seria possível.

São Paulo foi a sétima cidade do Brasil - antes dela, apenas Salvador, Rio, Paraíba, Olinda, São Luís e Cabo Frio haviam recebido a condição..

Nova cidade

No início do século XVIII, a agora cidade de São Paulo começava na Rua do Carmo e terminava na Rua São Bento. Mais ao sul, estava o Largo São Francisco. E era só - um triângulo, com igrejas nas pontas.

Os primeiros sobrados começavam a surgir, mas a maioria dos paulistanos vivia em casas térreas, com chão de terra batida, idêntica à que havia na rua. Dormia em redes ou esteiras. Não havia quarteirões inteiramente construídos - terrenos baldios, pequenos pomares e plantações de mandioca, milho e trigo eram comuns na nova cidade.

Havia ainda a caça. O paulistano típico pescava camarões de água doce no Rio Tamanduateí, caçava perdizes em sua várzea e plantava milho e trigo no Anhangabaú. Comia à moda dos índios: farinha de mandioca, peixes e - introdução europeia - pão.

A cidade tentava também, pela primeira vez, dar ordem às criações de animais. A grande discussão na Câmara em 19 de fevereiro de 1713 foi a tentativa de proibir porcos de fuçar na cidade - eram "prejudiciais à saúde e causavam ruína aos edifícios e ruas". Suínos flagrados seriam mortos e a carne, destinada aos presos. Aos proprietários infratores, 30 dias de cadeia.

Nenhuma discussão da cidade, entretanto, tinha tanta importância quanto o ouro. Com a elevação de São Paulo a cidade, a Câmara demonstrou pela primeira vez preocupação com a acomodação de poderosos. Em 1713, na avaliação dos vereadores, uma única casa na cidade poderia receber os governadores esperados - a do falecido capitão Fernandes Paes de Barros. Era preciso mais. A discussão, porém, foi inútil: nenhum dos três primeiros governadores quis viver na nova cidade. Assim que chegavam, partiam em direção às minas.

Foi com as descobertas de ouro em Cuiabá e Goiás - também pelos paulistas, em 1719 e 1720 - que a cidade, ironicamente, perdeu importância. Já havia estrutura em povoamentos próximos das minas e São Paulo, novamente, ficou isolada. Em 1748, vergonha suprema: a capitania de São Paulo e Minas do Ouro foi extinta e a cidade ficou subordinada ao Rio de Janeiro.

Melhor consideração da Coroa, só passaria a receber a partir de 1765. Chegou à cidade Morgado de Matheus, governador encarregado de auxiliar na criação, a partir de São Paulo, de uma nova divisão do Brasil.

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Empresas portuguesas no Brasil


A economia brasileira é uma das 10 maiores economias e os sinais para os próximos anos apontam todos no mesmo sentido: crescimento.

EDP, Galp e Mota-Engil são três empresas do índice de referência da Bolsa portuguesa PSI 20 com negócios no Brasil.

EDP avança com venda de 14% do capital da EDP Brasil já em Julho

Até início de Julho, a eléctrica nacional vai colocar à venda 14% dos 64,7% que detém no mercado brasileiro. Uma operação que, quando se concretizar, proporcionará à empresa um encaixe à volta dos 436 milhões de euros.

A venda desta participação está aberta a investidores institucionais e individuais e, entre os interessados, fala-se da brasileira Electrobras e da China Power International. O programa de investimentos da EDP previsto até 2012 prevê medidas de redução de custos. Entre Janeiro e Março deste ano, a EDP já conseguiu diminuir para 16 mil milhões de euros a sua dívida líquida.

A Galp precisa de vender entre 20 a 25% da sua participada

Petrogal Brasil para fazer um aumento de capital de dois mil milhões de euros ou mais, o que está previsto acontecer até final do ano. O objectivo desta operação é garantir a sustentabilidade económica a longo prazo no Brasil e fazer com que o mercado brasileiro deixe de estar financeiramente dependente da Galp. Ferreira de Oliveira, presidente executivo da Galp, já excluiu a hipótese de dispersão em bolsa de parte do capital da Petrogal Brasil. E já afirmou que não quer vender uma participação muito grande porque o Brasil ainda tem necessidades de investimento.

É esta a operadora também dos 22 projectos petrolíferos em que a Galp participa no mercado brasileiro. A Galp, que está em oito regiões do mundo, tem o Brasil como o seu alvo prioritário. Será criada uma ‘pool' de bancos de investimento internacionais para apoiar esta operação financeira. Nesta fase, sabe-se que as empresas chinesas Sinopec, CNOOC e Petrochina, assim como investidores árabes do Abu Dhabi estão entre os interessados nestes activos.

Grupo Mota-Engil quer entrar em novas áreas de negócios no Brasil

O grupo português presidido por António Mota está a operar no Brasil desde Janeiro de 2009. "A nossa área de intervenção e o que pretendemos reforçar são as concessões de transportes, resíduos e construção", afirmou fonte oficial da empresa.

Mas o grupo Mota-Engil quer desenvolver outras áreas de negócios onde já tem experiência e capacidade internacional. Exemplo disso são os sectores da água e saneamento e terminais portuários. "Temos também a intenção num futuro a curto prazo de adquirir uma empresa de construção brasileira que está em vias de concretização", avançou a mesma fonte.

A Concessionária Rodovias do Tietê, uma concessão rodoviária , com 440 km em operação no interior do Estado de São Paulo, é um dos projectos que o grupo Mota-Engil gere em consórcio com a grupo Bertin, com a Leão & Leão e Ascendi, onde a portuguesa tem uma participação de 40%.

Outro dos projectos é a Geovision, empresa de recolha e tratamento de resíduos urbanos, industriais e de saúde. Actualmente, esta empresa opera em três aterros sanitários e tem contratos de recolha com cerca de 15 municípios no interior do Estado de São Paulo. Neste consórcio com o grupo Leão e a SUMA (da qual é accionista), o grupo Mota-Engil participa com 50%.

Portugal Telecom é a tecnologia para massificação da banda larga

Zeinal Bava, o presidente executivo da Portugal Telecom (PT), cedo reconheceu que o Brasil era estratégico e acredita que "o mercado das telecomunicações brasileiro está a caminhar para a integração de serviços de voz vídeo e dados".

A PT está, hoje, presente no Brasil através da participação de 25,6% que tem no capital da Oi, maior operadora de telecomunicações brasileira. E esta é uma parceria com sinergias bem superiores às que tinha, no passado, com a Vivo, anterior operadora que a PT detinha e cuja participação vendeu, no Verão de 2010, à Telefónica.

À semelhança da PT, também a Oi desenvolve o seu negócio na operação fixa e móvel. Hoje, a operadora brasileira tem 64 milhões de clientes, mas figura apenas em quarto lugar no que se refere aos clientes móveis. Uma área em que a PT estava "habituada" a liderar quando tinha a Vivo. Tal significa que existe um potencial de crescimento enorme e, como lembra Zeinal Bava, "os desafios que a Oi enfrenta e a transformação necessária não são muito diferentes daquilo que a PT passou".

O Brasil continua a ser o mercado internacional mais importante para a PT e é a ponta de lança para os mercados da América Latina. O desafio para os próximos tempos é a aposta na tecnologia com vista à massificação da banda larga no território brasileiro. As sinergias são para serem usadas: enviar pessoas para o Brasil para trabalhar nas equipas dos projectos conjuntos e vice-versa.

Cimpor e os três grandes projectos de investimento até 2014

A Cimpor chegou ao Brasil em 1997 e iniciou a sua actividade pela aquisição de operadores locais, em duas fases, uma em 1997 e outra em 1999. Hoje tem oito unidades de produção de cimento, seis fábricas e duas moagens; 32 centrais de betão, uma unidade de exploração de agregados e duas unidades fabris de argamassas. Alexandre Lencastre, presidente da Cimpor Brasil, explicou que a empresa definiu "três importantes projectos de investimento, com o objectivo de reforçar a oferta e, desta forma, acompanhar o previsto crescimento do mercado brasileiro para os próximos anos".

E será com estes três investimentos que a Cimpor pode aumentar a capacidade produtiva no Brasil em 40% para um patamar superior a 10 milhões de toneladas. Assim, 160 milhões de euros destinam-se à construção de uma nova fábrica em Caxitu, entre 2011 e 2013. Outros 80 milhões de euros, também a aplicar no mesmo período, visam a instalação de mais uma linha de produção de clínquer na unidade de Cezarina, no Estado de Goiás. E um investimento de 190 milhões de euros na construção de uma nova fábrica integrada de produção de clínquer e cimento em Cerrado Grande, no Estado do Paraná (Sul). A Cimpor conta com cerca de 1.629 trabalhadores no Brasil. o que representa quase 20% do total de colaboradores do grupo.

Brasil é o segundo principal mercado internacional para a Sonae

O grupo Sonae, liderado por Paulo Azevedo, está presente no Brasil desde a década de 90. Desenvolve negócios em várias frentes através de três das suas empresas: SonaeCom, na área de ‘software' com a WeDo Technologies Brasil; Sonae Sierra no sector do imobiliário, e MDS com a corretagem de seguros. "O Brasil é o segundo principal mercado internacional da Sonae a seguir a Espanha", afirmou ao Diário Económico fonte oficial da ‘holding'. O volume de negócios da Sonae no Brasil ascendeu a 62 milhões de euros em 2010, mais 78% face aos 35 milhões registados em 2009. Há que destacar "os fortes investimentos em curso pela Sonae Sierra no desenvolvimento de novos centros comerciais", salienta a mesma fonte.

Do total de 49 centros comerciais que a Sonae Sierra é proprietária, dez estão no Brasil. E tem mais três novos projectos em desenvolvimento. A Sonae garante que "está atenta a oportunidades de crescimento neste mercado através de formatos ennegócios dos seu portefólio que apresentam vantagens competitivas face aos existentes no Brasil". Já a MDS Brasil é o terceiro ‘player' no mercado de corretagem de seguros no Brasil, com 12 escritórios em seis estados. Com um volume de negócios de 46 milhões de dólares (32 milhões de euros), a MDS conta com mais de 700 mil clientes individuais e 9 mil clientes empresariais.

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Bolsas de estudo em Portugal


O Santander lança mais uma edição do Programa Bolsas Luso-Brasileiras com a oferta de 165 vagas para estudantes brasileiros interessados em fazer um intercâmbio de seis meses em Portugal. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas até 25 de setembro, pela Internet.

Para participar é preciso estar regularmente matriculado num curso de graduação de uma das 18 instituições brasileiras parceiras do programa. Há opções para os estudantes das universidades federais de Alagoas (UFAL),  Bahia (UFBA), Espírito Santo (UFES), Fluminense (UFF), Goiás (UFG), Minas Gerais (UFMG), Paraíba (UFPB),Pernambuco (UFPE), Pelotas (UFPEL),Piauí (UFPI),  Rio Grande (FURG), Rio Grande do Sul (UFRGS),  Rio Grande do Norte (UFRN),  Santa Catarina (UFSC) e  São Paulo (Unifesp).

Também são beneficiados os alunos de outras três instituições estaduais: Universidade Estadual Paulista (UNESP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade de São Paulo (USP).

Os critérios utilizados para seleção dos alunos são definidos por cada universidade participante. Portanto, os candidatos devem consultar junto da sua instituição quais os pré-requisitos, condições e documentos necessários para formalizar a inscrição.

Os aprovados terão a oportunidade de estudar um semestre lectivo em 17 instituições de ensino supeior portuguesas.

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Governador do Acre aceita participar em missão comercial a Portugal


O governador do Estado brasileiro do Acre, Tião Viana, foi convidado pela ADVB - Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil -  a integrar uma missão comercial a Portugal, programada para Novembro.

O governador chefiará uma comitiva de empresários do Estado. "A ideia é promover o Estado junto dos investidores portugueses", explicou o diretor da ADVB, Miguel Ignatios. "Portugal  atravessa hoje uma crise, mas a iniciativa privada está num bom momento e muito capitalizada", afirmou.

Segundo a Agência de Notícias do Acre, Tião Viana agradeceu o convite e garantiu presença em todos os eventos.

"Nós podemos apresentar as nossas potencialidades em  economia florestal,   mercado de alimentos,  comercialização do ‘boi verde’ e peixe, entre outras", disse Tião Viana.

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